Em comunicado, o porta-voz Stéphane Dujarric afirma que Guterres está 'profundamente alarmado' com a tomada do centro da Unrwa. A ONU alerta que a ocupação pode privar jovens da formação profissional.
Nesta terça-feira (25), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a tomada, por Israel, de um centro de treinamento administrado pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa, na sigla em inglês) em Jerusalém Oriental.
Em comunicado, o porta-voz Stéphane Dujarric manifestou preocupação com o impacto da ação sobre jovens que recebiam formação profissional no local.
“O secretário-geral está profundamente alarmado com esse desdobramento, pois ele privará os jovens da educação profissional que estavam recebendo”
O comunicado ressalta também a natureza das instalações da agência e aponta restrições ao uso ou ocupação desses espaços.
“e outras instalações da Unrwa são instalações das Nações Unidas invioláveis e imunes a qualquer forma de interferência”
Segundo o porta-voz, cerca de 20 funcionários da Unrwa que estavam presentes no centro no momento da entrada não autorizada foram autorizados a sair.
Dujarric disse que o secretário-geral solicitou ao governo israelense que cesse imediatamente a interferência nas instalações da Unrwa, que desocupe e devolva sem demora todas as unidades afetadas às Nações Unidas e que proteja esses locais contra novas interferências ou danos.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram nesta terça-feira que, no dia anterior, haviam desmantelado depósitos de armas do Hamas em uma série de ataques na Faixa de Gaza. A nota das IDF relaciona as operações com esforços para neutralizar capacidade armamentista do grupo.
O Hamas, por sua vez, criticou a decisão do governo israelense de atacar um complexo da ONU em Kafr Aqab, no norte de Jerusalém Oriental ocupada, e pediu uma reação da comunidade internacional. O grupo descreveu a ação como uma agressão às instituições humanitárias que atuam junto à população palestina.
O episódio reacende a tensão sobre o status e a proteção de instalações humanitárias em áreas disputadas, tema que tende a manter interlocução diplomática entre as partes e observadores internacionais. As solicitações de restituição e proteção das unidades da Unrwa e as respostas das forças israelenses e do grupo armado devem permanecer no centro das atenções enquanto as partes declararem suas posições.
