Resultado do certame, previsto para 20 de agosto, foi adiado para 19 de setembro. O contrato prevê adaptação do projeto básico e elaboração do executivo para quatro estações; as obras não integram este certame.
O Metrô de São Paulo adiou a divulgação do resultado da licitação para contratar os estudos e os projetos técnicos de expansão da Linha 17-Ouro, o monotrilho que liga o metrô ao Aeroporto de Congonhas. A escolha da empresa responsável pelos projetos, que seria anunciada no dia 20 de agosto, foi postergada para 19 de setembro.
O contrato prevê a adaptação do projeto básico e a elaboração do projeto executivo para quatro novas estações. Trata‑se de uma etapa de estudos técnicos: a contratação das obras não faz parte deste certame. A estimativa é começar a construção das estações em 2029 e entregá‑las em 2032.
Estações contempladas
- Panamby
- Paraisópolis
- Américo Maurano
- Vila Paulista
Propostas apresentadas
- Consórcio Projetista Linha 17-Monotrilho: R$ 48,98 milhões
- Consórcio Hidroconsult-Agência E-Bonin: R$ 63,58 milhões
- Consórcio Egis-Sener-Setec-EGT: R$ 71,3 milhões
- Consórcio IMNP 17: R$ 91,36 milhões
Outras três propostas foram desclassificadas por falta de documentos.
O projeto original do monotrilho previa 18 estações para conectar o Estádio do Morumbi ao Terminal Rodoviário do Jabaquara. Mudanças, atrasos e problemas contratuais reduziram a obra a apenas oito paradas. As autoridades inauguraram parcialmente o trecho entre Congonhas e a Estação Morumbi em março e preveem o funcionamento pleno para outubro.
O governo estadual pretende construir o itinerário completo até 2034. Os gestores dividiram a expansão em fases: a segunda fase inclui as quatro estações que estão na licitação atual, enquanto a terceira fase prevê mais seis paradas. O Metrô planeja iniciar a obra das estações da etapa em 2029 e concluí‑la em 2032, com entrega da fase final até 2034.
O governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, afirmou que pretende rever o contrato com a concessionária Motiva, responsável pela operação da linha depois da fase de testes, alegando que a operação do monotrilho deve ser deficitária — os gastos com operação seriam superiores à receita com passagens, fixada em R$ 5,40. Segundo o governador, a retirada da Linha 17 do contrato permitiria que a Motiva utilizasse a sobra do valor para aprimorar o serviço em outras linhas concedidas, mas a medida dependerá do interesse da própria empresa. Em nota, a Motiva afirmou que acompanha as manifestações do governo.
O projeto do monotrilho foi anunciado em 2010 como uma das obras para a Copa de 2014, mas perdeu financiamento federal depois que a organização do Mundial transferiu jogos programados para o Estádio do Morumbi. Em 2014, a Operação Lava Jato investigou construtoras envolvidas na obra. Em 2016, o Metrô rescindiu o contrato e paralisou a construção por anos; a retomada ocorreu em 2020 com sucessivas trocas de empresas e novas interrupções.
O custo inicial do projeto, em 2010, era de R$ 2,9 bilhões. A primeira etapa da obra ficou em R$ 5,97 bilhões, valor que inclui estruturas e despesas de contratos paralisados.
