Dados à Justiça Eleitoral mostram variação de R$33 mil, declarados por Samara Martins, até R$7,4 bilhões, de Pablo Marçal. Augusto Cury informou R$242 milhões; Hertz Dias e Rui Costa Pimenta não apresentaram bens.
Os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 apresentaram patrimônios que variam de R$ 33 mil a R$ 7,4 bilhões, conforme os dados divulgados à Justiça Eleitoral.
O maior patrimônio declarado é do influenciador Pablo Marçal, do PRTB, que registrou a impressionante quantia de R$ 7,4 bilhões. Em seguida, aparece o escritor Augusto Cury, do Avante, com R$ 242 milhões. Na outra extremidade da lista, a candidata Samara Martins, do UP, declarou apenas R$ 33 mil. Também figuram entre os que não apresentaram bens Hertz Dias, do PSTU, e Rui Costa Pimenta, do PCO.
Essas informações estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o dia 15 de agosto, 12 candidatos já haviam registrado suas candidaturas à Presidência, sendo que o prazo para a apresentação dos pedidos à Justiça Eleitoral terminou às 19h do mesmo dia.
A maior parte do patrimônio declarado por Augusto Cury é proveniente de um empréstimo de R$ 121 milhões à empresa Filadélfia Nature Participações. O candidato também declarou quase R$ 25 milhões em Certificado de Depósito de Valores Mobiliários, R$ 31 milhões em participação na Fictor Invest e R$ 15 milhões na Filadélfia Nature. Além disso, a relação de bens inclui 15 fazendas, apartamentos, terrenos e prédios comerciais.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, ocupa a segunda posição com um patrimônio declarado de R$ 178 milhões, o que representa um aumento de 38% em relação a 2022, quando informou R$ 129 milhões. O principal bem de Zema é uma participação em uma holding familiar avaliada em R$ 94 milhões, além de R$ 56 milhões em fundo de investimento multimercado.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, aparece em terceiro lugar, com R$ 52 milhões. O patrimônio de Caiado mais que dobrou em relação aos quase R$ 25 milhões que declarou quatro anos atrás, beneficiado pela venda de uma fazenda recebida como herança por R$ 27 milhões. Imóveis rurais e animais de criação representam mais de R$ 46 milhões do seu patrimônio.
Na sequência, Wilson Grassi, do Democrata, declarou R$ 50 milhões, com seu patrimônio incluído em uma única categoria, “outros bens e direitos”, que compreende direitos sobre imóveis financiados e participações em empresas. Esse valor é mais que o dobro dos R$ 24 milhões declarados pelo candidato em 2024, quando disputou uma vaga de vereador em São Paulo.
Entre os candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, Flávio Bolsonaro, do PL, declarou R$ 8,1 milhões, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, informou quase R$ 5 milhões. A maior parte do patrimônio de Flávio consiste em uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, avaliada em R$ 6 milhões. O patrimônio do senador cresceu 370% em relação a 2018, quando declarou R$ 1,7 milhão. Por outro lado, o patrimônio de Lula caiu em relação à eleição anterior, apresentando uma redução de 35% em comparação aos R$ 7,4 milhões declarados em 2022.
Outros candidatos também apresentaram seus patrimônios: Clariana Barão, do DC, declarou R$ 1,8 milhão, enquanto Renan Santos, do Missão, informou R$ 795 mil. O menor patrimônio declarado é de Samara Martins, com R$ 33 mil, correspondente a um Fiat Uno Vivace de 2016 e R$ 4 mil em caderneta de poupança. Hertz Dias e Rui Costa Pimenta aparecem no sistema sem bens declarados.
A declaração de bens é parte do pedido de registro de candidatura e está disponível para consulta pública no DivulgaCandContas. Essas informações incluem imóveis, veículos, participações em empresas, saldos bancários, investimentos e outros bens informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral.


