Alessandro Caseri, 38, mencionado por Haddad, aparece em boletins de ocorrência relacionados a várias acusações. Ele atuava como condutor escolar e trabalhava com a então esposa Priscilla no transporte escolar.
O motorista Alessandro Caseri, mencionado pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad como vítima de uma ação “ostensiva” e “intimidadora” da Polícia Militar, apresenta um histórico de registros policiais. As informações indicam que Caseri, de 38 anos, já estava atuando como motorista em 2015, ano em que constam boletins de ocorrência relacionados a diversas acusações.
Em um dos boletins, sua atividade profissional é descrita como condutor escolar. O documento também menciona que ele e sua então esposa, Priscilla de Almeida Viana Caseri, trabalhavam no setor de transporte escolar.
O primeiro boletim de ocorrência, de número 1362/2015, foi registrado na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Mateus, na capital paulista. O registro foi elaborado no dia 6 de agosto de 2015, às 11h45, e se refere a um incidente ocorrido na noite anterior, às 23h30. Este boletim classifica a situação como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e injúria, com Alessandro sendo identificado como indiciado, juntamente com outros familiares.
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De acordo com o relato de Priscilla, o casal estava casado há cinco anos e tinha uma filha de quatro anos. Após desentendimentos, Alessandro teria deixado a residência uma semana antes do incidente. Na noite em questão, ele retornou ao lar acompanhado de seus pais e de seu irmão, supostamente visando levar a filha. Contudo, Priscilla se recusou, e, segundo seu relato, Alessandro a agrediu fisicamente.
Além das agressões por parte de Alessandro, o boletim indica que os familiares dele também teriam participado das agressões. Priscilla relatou que o pai de Alessandro tentou sufocá-la com um travesseiro, mas ela conseguiu escapar. O boletim ainda detalha que Alessandro fez ameaças de morte e proferiu ofensas durante o episódio.
A Polícia Civil registrou que Priscilla apresentava lesões em várias partes do corpo, como pernas e braços, sendo necessário um exame no Instituto Médico Legal. Ela também solicitou medidas protetivas para garantir sua segurança, pedindo que os envolvidos ficassem afastados.
No dia seguinte ao registro do primeiro boletim, Priscilla retornou à delegacia para adicionar informações. No boletim número 2593/2015, ela afirmou que Alessandro havia tentado prejudicá-la profissionalmente, alegando que a agressão teria ocorrido após encontrá-la com outro homem, na presença da filha. Este boletim foi classificado como violência doméstica e difamação.
