Na CNN Brasil, Tarcísio disse que Flávio Bolsonaro terá participação na sua chapa paulista. Segundo ele, a aliança visa alinhar governos federal, estadual e municipal.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 12, que Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, terá um papel de destaque em sua campanha para o governo paulista. Durante uma sabatina concedida à CNN Brasil, Tarcísio destacou que a presença de Flávio está ligada à defesa de uma atuação conjunta entre as três esferas de governo.
Para Tarcísio, um “alinhamento fundamental” entre os governos federal, estadual e municipal pode facilitar a vida dos brasileiros e impulsionar o avanço do país. “Flávio vai ter destaque na nossa trajetória e na nossa campanha”, afirmou, enfatizando a importância da colaboração entre os diferentes níveis de governo.
O governador também abordou o impacto do caso Banco Master na campanha de Flávio. Ao ser questionado sobre a repercussão, Tarcísio respondeu: “Acho que não tem efeito nenhum. Ele tem procurado dar os esclarecimentos e acho que sempre que for interpelado ele tem que esclarecer.” Essa declaração reflete a confiança de Tarcísio na capacidade de Flávio de lidar com a situação.
Outro assunto discutido foi o futuro político do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio não se comprometeu a garantir uma vaga para Nunes em um possível segundo mandato, mas deixou claro que deseja mantê-lo próximo. “Não dá para dizer que vai fazer parte do secretariado”, declarou. “Agora, quero ele do meu lado.”
A sabatina também trouxe à tona a controvérsia sobre a chamada “taxa das blusinhas”. Na segunda-feira, 10, o ex-prefeito Fernando Haddad afirmou que Tarcísio teria procurado governadores para discutir a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre importações. Tarcísio contestou essa afirmação: “Claro que não, nunca aconteceu isso”. Ele reafirmou seu compromisso com a diminuição de impostos, destacando: “Você nunca vai me ver falando com ninguém para aumentar imposto, só para diminuir”. Tarcísio diferenciou o ICMS da tributação federal e responsabilizou o governo federal pela tributação das remessas internacionais.

