O plano de reeleição terá segurança como prioridade e será protocolado neste sábado (15). Boletim integrado permitirá acesso entre PM, Polícia Civil, GCM e TJSP; operação começa em janeiro.
A segurança pública será um dos principais focos do plano de governo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apresentará para a disputa pela reeleição. O documento será protocolado no próximo sábado (15) e incluirá uma série de medidas voltadas à melhoria da segurança no estado.
Entre as iniciativas destacadas está o Boletim de Ocorrência integrado, que permitirá o acesso compartilhado de informações entre a Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A expectativa é que esse sistema comece a funcionar em janeiro. Além disso, está em discussão a possibilidade de ampliar o número de crimes que poderão ser registrados diretamente pelos policiais nas ruas, utilizando celulares ou tablets, com o objetivo de agilizar o processo.
Outra proposta em destaque é a criação do BRAVO (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), que deve iniciar suas atividades nas próximas semanas. Essa proposta prevê a disponibilização de 500 motocicletas, cada uma com dois policiais, sendo que o agente que estiver na garupa será equipado com um fuzil. A intenção é utilizar essas equipes em áreas de difícil acesso, como vielas de comunidades, e em regiões com maior incidência de roubos e furtos. A ideia foi inspirada em experiências de cidades do Ceará e Goiás.
O combate à violência contra a mulher também será uma prioridade, com a previsão de aumentar o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores e ampliar a frota de viaturas lilás, que são destinadas ao atendimento do público feminino.
Além disso, o plano incluirá a criação do SPCIN, o Centro de Inteligência e Inovação em Segurança Pública, que estará vinculado ao programa Muralha Paulista. Esse centro funcionará no local onde atualmente está instalado o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC/SP), no Bom Retiro, área central de São Paulo. A proposta é transformar o espaço em um centro aberto ao público, que apresentará as tecnologias utilizadas pelas forças de segurança.
O projeto também prevê a integração com diversos serviços, como o SAMU, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), além do sistema de monitoramento da capital, o SmartSampa. Para reforçar a segurança, está planejada a instalação de mais 20 mil câmeras, além das 136 mil já existentes no estado, permitindo que municípios com recursos próprios possam aderir ao sistema.
O plano ainda contempla a entrega de três novos presídios e a implementação do sistema Snapshot, que será instalado nas câmeras dos uniformes dos policiais. Esse sistema emitirá um alerta sonoro quando um agente se aproximar de uma pessoa procurada, utilizando reconhecimento facial e checagem em bancos de dados.
Outras ideias estão sendo avaliadas e podem ou não ser incluídas no documento final. Uma delas é a criação de um número único de emergência para São Paulo, inspirado no modelo americano do 911, que permitiria uma ligação única para atendimento de Polícia, Bombeiros ou SAMU. Além disso, a Polícia Militar estuda a implementação do APP ANJO, que acionaria automaticamente uma viatura em situações de emergência.
