Em postagem no X, o ex-vereador questionou investigações e o tratamento dado a pessoas ligadas ao Planalto. A resposta veio após reportagem que cita José Dirceu e outro nome com suposta recebimento de valores.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) teceu críticas à atuação da Polícia Federal (PF) em investigações que o envolvem, questionando um suposto tratamento diferenciado em relação a pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação de Carlos foi feita nesta segunda-feira, 10, através de uma publicação em sua conta no X, em resposta a uma postagem que reproduzia uma reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A reportagem afirma que a PF identificou, além do ex-ministro José Dirceu, mais um nome vinculado ao Palácio do Planalto que teria recebido valores da lobista Roberta Luchsinger. Em sua postagem, Carlos Bolsonaro relembrou diversas situações de investigação que já atingiram sua família. Ele declarou: “Já sofri buscas e apreensões, fui intimidado uma infinidade de vezes pela Polícia Federal, invadiram minha casa, helicóptero cumprindo determinações, levaram coisas pessoais, que não tenho até hoje e muito mais”.
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Carlos relatou que não recebeu explicações sobre os motivos das ações realizadas contra ele. “Tudo isso sem eu, ou qualquer pessoa de bom senso, saber o verdadeiro motivo de nada”, afirmou. Além disso, questionou a ausência de medidas semelhantes contra membros do entorno do presidente Lula. “Por que, até hoje, nada disso aconteceu com o filho do Lula, Lula ou os padrões dos componentes da facção, visto que, em tese, estão envolvidos até os dentes com desvios de dinheiro do INSS, de velhinhos, e outros absurdos?”, indagou.
Essa referência surge em meio às investigações que envolvem fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Ao finalizar seu comentário, Carlos Bolsonaro ironizou a justificativa institucional das ações que considera seletivas, dizendo: “Obviamente, tudo funciona em nome da democracia!”
