Posse em Cali acontece nesta sexta, em auditório universitário a 400 km da capital, com rígido esquema de segurança. A mudança, proposta por Espriella e vetada por Gustavo Petro, foi levada ao Congresso.
A posse de Abelardo de la Espriella como novo presidente da Colômbia ocorre nesta sexta-feira, 7, sob um rigoroso esquema de segurança e em um cenário de alta tensão política. Pela primeira vez em mais de 200 anos, a cerimônia é realizada fora da capital, Bogotá, e acontece em um auditório universitário de Cali, a mais de 400 quilômetros da sede do governo.
A mudança do local tradicional foi uma proposta de Espriella, que inicialmente pretendia realizar o evento em uma base militar. No entanto, essa ideia foi vetada pelo presidente anterior, Gustavo Petro. Após negociações, o Congresso autorizou a realização da cerimônia em Cali, uma decisão polêmica que quebrou um costume histórico do país.
Para garantir a segurança do evento, as forças de segurança intensificaram o monitoramento diante de possíveis ameaças. “Cali está pronta para viver um dia histórico e tomamos as medidas necessárias para que ele se desenvolva com segurança, mobilidade e todas as garantias para a cidadania”, declarou o prefeito Alejandro Eder. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, também fez um alerta sobre os riscos de ataques: “Esses criminosos provavelmente pretendem interromper este evento democrático com atos terroristas”, afirmou em entrevista à rádio La FM.
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Cerca de 30 delegações internacionais confirmaram presença na posse, incluindo chefes de Estado como Javier Milei, da Argentina; Santiago Peña, do Paraguai; José Antonio Kast, do Chile; Daniel Noboa, do Equador; e o rei da Espanha, Filipe VI. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá ao evento.
O contexto político da Colômbia é marcado por instabilidade, com Gustavo Petro acusando Espriella de fraude nas eleições, embora não tenha apresentado provas concretas. Petro anunciou que não participaria da posse e incitou manifestações contrárias ao novo governo. “Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo”, declarou na semana passada.
A vitória de Espriella representa o retorno da direita ao poder no país. O novo presidente, que é advogado criminalista, defendeu propostas de endurecimento na segurança e liberalização da economia durante sua campanha. A disputa eleitoral foi acirrada, com Espriella conquistando 49,66% dos votos, superando Iván Cepeda, aliado de Petro, que obteve 48,70%, uma diferença de cerca de 250 mil votos.
