Neste domingo (2/8), em São Paulo, o PT faz convenção nacional que selará a candidatura de Lula e a continuidade da aliança com o PSB. Se eleito em outubro, será seu quarto mandato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai oficializar sua candidatura à reeleição durante a convenção nacional do PT, marcada para este domingo, 2 de agosto, em São Paulo. O evento também confirmará a continuidade da chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB. Essa aliança é uma das poucas composições presidenciais formadas até o momento por diferentes partidos.
Se reeleito em outubro, Lula governará o país em seu quarto mandato. Ele já esteve à frente do governo entre 2003 e 2010, tendo vencido as eleições de 2002 e 2006. Após um período fora do poder, retornou ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro na disputa de 2022.
A convenção ocorre na reta final do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que determina que os partidos oficializem seus candidatos. Desde 20 de julho, as legendas vêm realizando encontros para definir os nomes que irão disputar a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas.
Além de Lula, o empresário Renan Santos, do partido Missão, também vai participar de uma convenção em São Paulo no sábado, 1º de agosto, para formalizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. A escolha do nome de Renan já havia sido aprovada em um encontro virtual realizado em julho, mas o partido decidiu realizar um evento presencial neste fim de semana. Renan Santos lançou sua pré-candidatura em novembro de 2025.
A antecipação da escolha do candidato visa garantir o acesso às medidas de segurança previstas pela legislação para os presidenciáveis durante o período eleitoral. Até o momento, outros candidatos à Presidência já tiveram suas candidaturas oficializadas, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo).
As convenções partidárias, que podem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, são essenciais para que os partidos oficializem seus candidatos e aprovem coligações e federações eleitorais. Após a convenção, as legendas devem encaminhar à Justiça Eleitoral a ata do evento e a lista de presença. O registro definitivo das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.
Essas convenções podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida e são obrigatórias para que um pré-candidato solicite o registro de candidatura e dispute as eleições. Além da escolha dos nomes, os partidos também definem os números que serão utilizados pelos candidatos nas urnas.


