Flávio Bolsonaro presta depoimento à PF hoje às 14h em inquérito sobre supostas calúnias contra Lula. Alexandre de Moraes determinou a oitiva após dificuldade no agendamento pela defesa.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem compromisso agendado para HOJE, 28 de julho, às 14h, para prestar depoimento à Polícia Federal (PF). O inquérito investiga possíveis calúnias contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A convocação do senador foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão veio após a PF relatar dificuldades em agendar a oitiva com a defesa de Flávio. A investigação teve início em abril, a pedido do Ministério da Justiça, após Flávio publicar críticas no X, anteriormente conhecido como Twitter, direcionadas a Lula e ao ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
No conteúdo da postagem, Flávio afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”
De acordo com um relatório da Polícia Federal, a postagem buscava estabelecer uma conexão entre o presidente Lula e os crimes mencionados. O texto da PF destaca que Flávio insinuava que a delação seria feita por Maduro, vinculando os crimes à figura do presidente.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que Flávio fosse ouvido antes de qualquer decisão sobre o possível indiciamento. O ministro Moraes acatou esse pedido e inicialmente deu um prazo de dez dias para a PF realizar a diligência. No entanto, a corporação informou ao STF que tentou contato com a defesa desde o início, inclusive sugerindo uma videoconferência, mas não obteve resposta positiva. A defesa de Flávio alegou que não houve desinteresse, mas sim um conflito de agendas devido ao curto prazo estipulado e aos compromissos do senador na pré-campanha presidencial.
Moraes avaliou que a defesa não apresentou documentos que comprovassem a impossibilidade de agendar o depoimento dentro do prazo. Em resposta, o ministro determinou pessoalmente uma nova data para garantir o andamento das investigações, decisão que foi registrada no dia 17 de julho.
