Estado da Bahia e a FIEB dizem que a sobretaxa de 25%, em vigor desde 22/07/2026, decorre da Seção 301 dos EUA e é medida unilateral. Segundo entidades, prejudica cadeias produtivas e transfere custos a trabalhadores e consumidores.
O Estado da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) manifestam sua contrariedade à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que entrou em vigor no dia 22 de julho de 2026. Essa medida resulta de uma investigação sob a Seção 301 do Trade Act de 1974 e é considerada unilateral, penalizando relações comerciais estabelecidas ao longo de décadas e afetando cadeias produtivas entre os dois países. A tarifa é vista como uma transferência arbitrária de custos para trabalhadores, empresas e consumidores, ferindo os princípios da economia de mercado defendidos pelos Estados Unidos.
Além desta tarifa, a Bahia expressa preocupação com uma nova taxa de 12,5% imposta pelo governo do presidente Donald Trump, anunciada em 23 de julho de 2026. Essa nova medida faz parte de uma ação global contra cerca de 60 parceiros comerciais, alegando fiscalização insuficiente de trabalho forçado. O Brasil, ao ser enquadrado na alíquota máxima, acumula novas sanções comerciais, somando-se às tarifas já vigentes.
Os impactos dessa decisão são diretos e mensuráveis para a Bahia. Com base nas exportações de 2025, aproximadamente US$ 273,1 milhões estão afetados pela tarifa, representando 33,2% dos US$ 821,4 milhões exportados pelo estado para os Estados Unidos no ano anterior. As principais cadeias impactadas incluem papel e celulose, borracha e plásticos, e produtos químicos, que juntas representam quase 90% do valor afetado. Além disso, o setor de calçados e couro, que gera muitos empregos no interior do estado, também será afetado.
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O Estado da Bahia e a FIEB oferecem apoio total ao Governo Federal nas negociações com os Estados Unidos e enfatizam que a via negociada deve permanecer como prioridade. Entre os pleitos apresentados estão:
- A reinclusão da celulose solúvel na lista de isenções, considerando sua importância para a pauta baiana e os prejuízos nas exportações.
- A inclusão de pneumáticos e produtos químicos do polo industrial de Camaçari nas próximas rodadas de negociação, visando a proteção desses setores.
- A preservação das isenções já conquistadas que beneficiam cadeias importantes, como celulose branqueada, cacau e derivados, combustíveis, fruticultura irrigada e café.
O compromisso conjunto do Estado da Bahia e da FIEB é atuar de maneira coordenada e constante na defesa da indústria local, utilizando evidências técnicas e mantendo diálogo com o setor produtivo. O objetivo é proteger mercados construídos ao longo de décadas, salvaguardar empregos e renda, e apoiar o Governo Federal na busca de uma solução amigável e duradoura.
As empresas impactadas são convidadas a relatar ao Estado da Bahia e à FIEB os efeitos das tarifas sobre seus pedidos, contratos, produção e empregos, informações que serão essenciais nas negociações futuras.
