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Política

Faesp pressiona governo após EUA aplicarem sobretaxa de 12,5%

Rafael Ramos
De R2Sites
Publicado: 24/07/2026
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Faesp pressiona governo após EUA aplicarem sobretaxa de 12,5%
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A Faesp chamou a decisão dos EUA de unilateral e arbitrária e exigiu resposta diplomática mais firme. O USTR aplicou sobretaxa de 12,5% a parte dos produtos brasileiros antes isentos.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou sua insatisfação, nesta sexta-feira (24), em relação à condução do governo federal diante da recente decisão dos Estados Unidos de aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros. Em um comunicado, a entidade qualificou a medida como “unilateral e arbitrária” e solicitou uma resposta mais efetiva da diplomacia brasileira.

A nova determinação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) impõe uma sobretaxa de 12,5% sobre uma parte dos produtos brasileiros que anteriormente estavam isentos de tarifas adicionais de 25%. Além disso, outros itens passarão a enfrentar uma tributação total de 37,5%.

O presidente da FAESP, Tirso Meirelles, contestou as alegações de que o Brasil enfrenta trabalho forçado no campo. A nota da entidade afirma:

“Com um histórico de 200 anos de relações comerciais com os Estados Unidos, é totalmente descabida a insinuação de que o Brasil convive com trabalho forçado”.

A FAESP destacou que o agronegócio brasileiro atua sob “rigorosos parâmetros de compliance e agendas ESG”, assegurando os direitos dos trabalhadores.

A federação também criticou a demora do governo brasileiro em lidar com a situação, afirmando que o problema já havia sido sinalizado pelo setor produtivo. Em outro trecho do comunicado, a FAESP declarou:

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“É lamentável a postura do Governo Federal, que não tratou este assunto com a devida gravidade desde o início”.

Para a entidade, a falta de uma resposta rápida prejudicou especialmente o agronegócio, que é o principal responsável pelo superávit na balança comercial brasileira.

A FAESP ressaltou ainda que a lista de exceções anunciada pelos Estados Unidos não foi resultado da atuação do Executivo brasileiro. Segundo a nota, esse resultado foi fruto do “árduo esforço direto feito pelo agro, indústria, comércio e serviços junto aos nossos parceiros comerciais internacionais”.

Ao exigir uma postura mais proativa da diplomacia brasileira, a FAESP mencionou outras barreiras que o setor enfrenta, como a tarifa de 55% que a China aplica à carne bovina brasileira. A entidade enfatizou:

“É urgente acionar rápida e estrategicamente todos os canais de diplomacia comercial para restabelecer parâmetros que permitam a concorrência leal”.

Apesar das críticas, a federação defende que o caminho a ser seguido é a negociação. Para a FAESP,

“ainda há espaço para o diálogo firme, propositivo e que salvaguarde quem produz a segurança alimentar mundial”

e, por isso, considera que “não é o momento de ativação da Lei de Reciprocidade Econômica”.

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