Ronaldo Caiado publicou no X que Eduardo Bolsonaro 'tropeça nos Estados Unidos' e o comparou a Pateta. O post veio após o governo Trump conceder green card a Eduardo, que está nos EUA desde fev/2025 após condenação do STF.
O pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, fez uma comparação entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o personagem Pateta da Disney, afirmando que, enquanto o primeiro “tropeça nos Estados Unidos”, o segundo é “inofensivo”. A declaração ocorreu na rede social X na segunda-feira (21), após o governo de Donald Trump conceder um green card a Eduardo, permitindo que ele trabalhe, estude e more nos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro está no país norte-americano desde fevereiro de 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação. Sua atuação nos EUA visou intimidar o Judiciário brasileiro durante a análise de uma tentativa de golpe relacionada ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na mesma postagem, Caiado comentou que quem realmente precisa de um green card são os produtores brasileiros, sugerindo que eles deveriam ter mais facilidade para entrar no mercado americano sem custos adicionais.
A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos.
Na quarta-feira (22), Caiado voltou a criticar Flávio Bolsonaro. Ele se referiu a uma reunião realizada no dia anterior, onde o senador solicitou a embaixadores estrangeiros que enviassem observadores para supervisionar as eleições brasileiras, programadas para outubro. Caiado enfatizou que, em vez de discutir assuntos relevantes como a venda de soja e a atração de investimentos, o foco foi em urnas eletrônicas.
42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!
Essas declarações de Caiado refletem sua preocupação com a imagem do Brasil no exterior e a necessidade de tratar de questões que possam trazer benefícios econômicos ao país, em vez de se concentrar em temas controversos que podem prejudicar as relações internacionais.
