A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, sobre a rápida propagação do Ebola na República Democrática do Congo. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, este surto está se expandindo em um ritmo mais acelerado do que qualquer outro já registrado.
Desde que o surto foi declarado em 15 de maio, mais de 2.000 casos foram confirmados, resultando em 796 mortes. Tedros enfatizou que este é o terceiro maior surto de Ebola na história, e a velocidade de disseminação é alarmante. “No último mês, o surto se espalhou mais rapidamente do que qualquer outro”, destacou.
As autoridades de saúde congolesas relataram que a epidemia se alastra em um ritmo “sem precedentes e em novas áreas”. A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) também expressou preocupação, solicitando um reforço urgente na resposta médica à crise. “Em menos de cinco semanas, o número de casos confirmados triplicou e o número de mortes quintuplicou”, afirmaram os representantes da MSF.
O cenário é preocupante, pois já se aproxima da metade do total de casos registrados durante a epidemia de Ebola que ocorreu entre 2018 e 2020 na RDC, que durou quase dois anos. Este novo surto, com a velocidade alarmante de transmissão, exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades locais e internacionais.
Além disso, na última terça-feira, 14 de julho, o diretor de operações de emergência da OMS, Chikwe Ihekweazu, alertou que 80% dos novos casos não estão relacionados a contatos conhecidos e surgem de “cadeias de transmissão desconhecidas”. Essa informação agrava ainda mais a situação, pois dificulta o rastreamento e controle do vírus.
As autoridades de saúde e organizações internacionais estão em alerta máximo para conter a propagação e minimizar os impactos da epidemia, que representa uma grave ameaça à saúde pública na região.
