O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a Federação irá considerar a proposta de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo para 64. Essa mudança adicionaria 16 equipes em relação ao formato atual do torneio, que conta com 48 seleções.
A declaração de Infantino foi feita durante uma entrevista ao portal suíço Bluewin. Ele ressaltou que a discussão sobre essa ampliação será realizada após a Copa do Mundo de 2026.
“Essa é, sem dúvida, uma questão que será analisada e debatida nas comissões competentes após esta Copa do Mundo. Ao organizar uma Copa do Mundo, é importante fazê-la para o mundo todo — não apenas para a Europa e a América do Sul, mas, de fato, para o mundo inteiro”, disse o presidente.
O dirigente também abordou a preocupação com a qualidade das seleções, já que um aumento no número de países participantes poderia levar a um desequilíbrio na competição. Contudo, ele acredita que é essencial que todas as nações tenham a oportunidade de sonhar em participar do evento.
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“Todas as nações devem ter permissão para sonhar em participar da Copa do Mundo. É possível notar que a qualidade das equipes é extremamente alta — e vem aumentando cada vez mais em todo o planeta”, completou Infantino.
Infantino finalizou sua fala enfatizando que a inclusão de países menores é fundamental para o desenvolvimento do futebol mundial. Ele argumentou que, se esses países não tiverem a chance de participar da Copa do Mundo, perderão o incentivo para evoluir e melhorar suas seleções.
Atualmente, a Copa do Mundo já conta com 48 seleções, um recorde desde o início da competição em 1930. A mudança para 48 seleções foi implementada na edição deste ano, aumentando em 16 o número de participantes em relação aos Mundiais realizados entre 1998 e 2022, que contavam com 32 seleções. Para Infantino, esse novo formato foi um “enorme sucesso”, o que abre espaço para novas discussões sobre a ampliação do torneio.
