O senador republicano Lindsey Graham faleceu na noite deste sábado, 11, aos 71 anos. O comunicado de seu gabinete informou que o político enfrentou uma doença “breve e repentina”, embora a causa da morte não tenha sido divulgada. A família solicitou privacidade neste momento difícil.
Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado dos Estados Unidos desde 2003 e, ao longo dos anos, tornou-se um dos principais aliados do ex-presidente Donald Trump no Congresso. Ele se destacou como uma das vozes mais influentes do Partido Republicano em questões de defesa, segurança nacional e política externa.
Dois dias antes de seu falecimento, Lindsey Graham esteve em Kiev, onde se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Durante essa visita, ele defendeu a imposição de novas sanções contra a Rússia e a continuação do apoio dos EUA à Ucrânia. Graham havia retornado aos Estados Unidos e estava programado para participar de um programa de televisão no dia 12, onde comentaria sua viagem.
“A visita à Ucrânia foi fundamental para reafirmar nosso compromisso com a liberdade e a democracia”, declarou Graham durante sua última aparição pública.
Nascido em 9 de julho de 1955, na cidade de Central, na Carolina do Sul, Lindsey Graham veio de uma família de poucos recursos, onde seus pais administravam um bar e restaurante. Ele graduou-se em Direito pela Universidade da Carolina do Sul e serviu como advogado da Força Aérea dos EUA, aposentando-se com a patente de coronel após mais de três décadas de serviço militar.
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A carreira política de Graham começou em 1992, quando conquistou uma cadeira na Câmara estadual, e dois anos depois, elegeu-se para a Câmara dos Representantes dos EUA. Sua notoriedade nacional cresceu em 1999, quando participou do processo de impeachment do ex-presidente Bill Clinton, e desde então, sua atuação no Senado incluiu a presidência de comissões importantes, como a de Justiça e a de Orçamento.
Um dos principais focos de sua carreira foi a política externa. Graham sempre defendeu o fortalecimento das Forças Armadas e a presença dos Estados Unidos em conflitos internacionais, posicionando-se de forma firme contra países considerados adversários. Ele apoiou a invasão do Iraque em 2003 e sempre manteve uma postura favorável a Israel, além de pressionar por sanções contra a Rússia e o Irã.
Nos últimos anos, Graham se aproximou de Trump, tornando-se um defensor de sua administração no Senado, apesar de algumas divergências, especialmente em relação à intervenção dos EUA em assuntos internacionais. Antes de sua parceria com Trump, Graham também participou de esforços bipartidários, incluindo uma tentativa de reforma da imigração em 2013.
Com a morte de Lindsey Graham, uma vaga se abre no Senado, e a responsabilidade pela substituição caberá ao governo da Carolina do Sul, mudando o cenário eleitoral para as eleições de novembro.



