A Polícia Civil do Rio Grande do Sul identificou e ouviu a mulher suspeita de enviar o corpo de um cachorro morto à vereadora Deza Guerreiro, do Partido Progressista (PP), que é uma defensora da causa animal em Novo Hamburgo, localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a investigação, a suspeita admitiu ter despachado a encomenda, mas a polícia optou por manter em sigilo a motivação que a levou a essa atitude.
O delegado Rafael Sauthier, que está à frente do caso, confirmou que a investigada reconheceu ter enviado o animal durante seu depoimento. “Ela confessou que enviou o animal, mas o motivo não vamos divulgar. Somente ao final das investigações”, afirmou o delegado.
A identidade da mulher não foi divulgada até o momento. A Polícia Civil afirmou que o motorista de aplicativo que fez a entrega da caixa não tem qualquer ligação com o caso, o que foi esclarecido para evitar confusões sobre a responsabilidade na entrega.
A encomenda foi recebida na Câmara Municipal de Novo Hamburgo e estava endereçada à vereadora Deza Guerreiro. Inicialmente, a parlamentar acreditou que se tratava de um presente e decidiu abrir a caixa, registrando o momento em vídeo. Ao perceber o conteúdo, a vereadora reagiu com espanto. “Parece ser um corpinho, estou com medo”, disse ao abrir a embalagem. Depois, ao confirmar que se tratava de um cachorro morto envolto em uma sacola plástica, exclamou: “Meu Deus, alguém mandou um cachorro para mim. É um corpinho. Meu Deus, quem é que me mandou um corpo? Não acredito que me entregaram um corpo”.
Nas redes sociais, Deza Guerreiro interpretou o incidente como uma ameaça. “O que esse sujeito fez é terrorismo. Matar um animal e enviar o seu corpo como mensagem?”, questionou em sua postagem. A caixa foi recolhida e encaminhada à Polícia Civil, que também ficou responsável pelo corpo do animal para dar continuidade às investigações.
A Câmara Municipal de Novo Hamburgo emitiu uma nota oficial repudiando o episódio e classificando-o como um ato de intimidação e violência contra uma representante eleita. O presidente da Casa, Juliano Souto, do PL, informou que a Guarda Municipal, a Polícia Civil e os setores administrativo e jurídico foram acionados de imediato. Ele também destacou que o Legislativo disponibilizou imagens do circuito interno de monitoramento e solicitou acesso às câmeras do programa Smart NH para ajudar na identificação dos responsáveis.
Além disso, a Câmara anunciou um reforço nos protocolos de segurança, com mudanças no controle de acesso ao prédio, reafirmando que não tolerará ameaças nem atos de violência em seu ambiente institucional.
Em um pronunciamento na tribuna, Deza Guerreiro expressou sua gratidão pelo apoio recebido dos colegas parlamentares. “Eu só quero poder lutar pelos animais e fazer políticas públicas por eles. Obrigada a todos os meus colegas vereadores que sei que estão comigo na causa animal”, finalizou.


