A inflação oficial do Brasil apresentou uma desaceleração na transição de maio para junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de junho com uma taxa de 0,16%, conforme informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. Essa taxa representa uma queda de 0,42 ponto percentual em relação aos 0,58% registrados em maio.
No acumulado do ano, o IPCA apresenta uma alta de 3,36%. Nos últimos 12 meses, a variação ficou em 4,64%, que é inferior aos 4,72% observados nos 12 meses anteriores, embora ainda esteja acima da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para se ter uma ideia, em junho de 2025, a inflação havia registrado uma variação de 0,24%.
A expectativa de mercado para o índice de preços ao consumidor previa uma desaceleração maior, com um índice projetado de 0,31%, conforme a mediana do Projeções Broadcast, após a alta de 0,58% observada em maio.
Em junho, o grupo habitação foi responsável pela maior variação, com 0,63%, e teve o maior impacto sobre o índice, contribuindo com 0,10 ponto percentual. Por outro lado, o grupo de alimentos e bebidas apresentou uma queda de 0,24%, sendo este o setor com a maior variação negativa e o maior impacto negativo, com -0,05 ponto percentual. Os demais grupos de produtos e serviços mostraram variações que oscilaram entre -0,02%, observado em educação, até 0,25%, de despesas totais.
Os preços dos transportes também subiram em junho, com uma variação de 0,17%, após uma queda de 0,46% em maio. Esse grupo contribuiu positivamente para o IPCA, com um acréscimo de 0,03 ponto percentual ao índice que finalizou o mês em 0,16%.
