João Antonio Pivetta, um dos funcionários contratados pela empresa que realizou o salto de rope jump em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada sem cordas, foi liberado na quarta-feira, 8, após 18 dias de prisão. Sua soltura foi solicitada pela polícia, que descartou as suspeitas de ocultação de provas, incluindo o sumiço da câmera que a jovem usava durante o salto, de acordo com informações oficiais.
A função de João era a retirada de equipamentos dos participantes após os saltos, e não a de instrutor responsável pelo lançamento, como inicialmente se pensou. Ele expressou um grande alívio após a liberdade e se disse grato pela eficiência das equipes de investigação. “É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, me sinto grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas”, declarou João em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo.
João também destacou o caráter de sua função, que era permanecer na parte inferior da ponte, e reiterou seu papel no evento. “Eu estava prestando um serviço. Foi aterrorizante”, completou. Além dele, Gabriel Barros Martins também foi solto após a revogação da prisão. Gabriel era responsável por acompanhar a descida dos participantes e preparar os equipamentos, e sua prisão ocorreu sob a suspeita de que ele teria fugido do local após a tragédia. Contudo, a polícia não encontrou evidências de que ele tivesse influência na morte de Maria Eduarda.
Importante ressaltar que nem João nem Gabriel foram indiciados pela Polícia Civil, nem denunciados pelo Ministério Público. Por outro lado, o MP apresentou denúncias contra quatro pessoas pela morte da jovem. Entre os acusados, estão a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, e três instrutores que estavam diretamente envolvidos no salto fatídico.
A denúncia aponta que os acusados realizavam saltos de rope jump para grupos de 80 a 100 pessoas sem a devida estrutura de segurança e gerenciamento de riscos. Os promotores afirmam que os responsáveis tinham plena ciência dos riscos envolvidos, mas não tomaram as precauções necessárias, como a verificação da conexão da corda de segurança.
A investigação da Polícia Civil não conseguiu localizar a câmera Go Pro que estava com a vítima, nem identificar quem a retirou. Apesar disso, Evelyne foi denunciada por tentar dificultar a elucidação dos fatos, sendo mencionada por uma testemunha que afirmou que ela pediu a exclusão do vídeo do salto de Maria Eduarda.
O caso continua sob investigação, e as consequências legais para os envolvidos ainda estão sendo analisadas.
