O vereador Senival Moura, do Partido dos Trabalhadores (PT), pediu no sábado (27) seu afastamento do diretório municipal da sigla em São Paulo. A decisão foi tomada após sua prisão, ocorrida na quinta-feira (25), durante a operação “Última Parada”, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Em uma nota divulgada pelo presidente do diretório municipal, Hélio Rodrigues, o partido informou que Moura justificou seu pedido com a necessidade de se dedicar exclusivamente à sua defesa, evitando qualquer associação entre os recentes acontecimentos e a sigla. O PT já havia encaminhado o caso ao seu conselho de ética para avaliar possíveis medidas disciplinares, que incluem o afastamento cautelar ou a expulsão definitiva.
Senival Moura é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizando a empresa de ônibus Transunião. Segundo a apuração, o vereador usava seu escritório político para guardar planilhas e informações sobre o fluxo de caixa e a frota da empresa. As investigações constatam que Moura exercia influência no esquema enquanto presidia a Comissão de Trânsito e Transporte na Câmara Municipal de São Paulo.
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A defesa do vereador demonstrou surpresa e indignação com a prisão temporária. Em um comunicado, os advogados consideraram a medida desnecessária, ressaltando que ela ocorre em um momento politicamente delicado, próximo ao período eleitoral.
Além da prisão de Moura, a Justiça também expediu quatro mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em São Paulo, na Grande São Paulo e em Minas Gerais. Investigações anteriores revelaram que o vereador havia sido alvo de ameaças de morte pela facção em 2020, devido a um suposto desvio de dinheiro, mas teria recebido perdão posteriormente.
