A onda de calor que atinge a França resultou na morte de pelo menos 40 pessoas por afogamento desde o dia 18 de junho. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23).
De acordo com o serviço meteorológico Météo France, a terça-feira registrou a temperatura mais alta desde 1947, com uma média de 29,8°C, e picos que ultrapassaram os 40°C. Essa é a segunda onda de calor que o país enfrenta em menos de um mês.
As autoridades têm se concentrado no alarmante número de afogamentos, que afeta principalmente jovens. O primeiro-ministro destacou que “eles são as primeiras vítimas da crise que estamos vivendo”.
“Eles são as primeiras vítimas da crise que estamos vivendo”, disse o primeiro-ministro.
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Esse fenômeno de afogamentos não é inédito. Durante o verão de 2025, 409 pessoas perderam a vida por afogamento na França, um aumento de 16% em comparação ao ano anterior, com 57 dessas vítimas sendo crianças e adolescentes.
Com a busca por refresco em rios, lagos e outros corpos d’água, as autoridades estão alertando sobre os riscos de nadar em locais sem supervisão. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, enfatizou a importância de frequentar apenas áreas designadas para banho, a fim de evitar tragédias.
As mudanças climáticas, atribuídas à ação humana, têm intensificado eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor. O consenso científico aponta que esses fenômenos se tornaram mais frequentes e severos, exigindo uma atenção redobrada das autoridades e da população.
