Colombianos votam nesta terça para escolher entre um advogado direitista apoiado por Trump e um senador de esquerda. O resultado pode mudar os rumos da paz no país.
Os colombianos vão às urnas HOJE, 21 de junho, para escolher o novo presidente do país. A disputa está entre Abelardo de la Espriella, um advogado de 47 anos apoiado por Donald Trump, e Iván Cepeda, um senador de 63 anos alinhado ao governo atual, que representa a esquerda.
As pesquisas indicam que De la Espriella é o favorito, apresentando um discurso forte contra as guerrilhas e referindo-se à esquerda como um “câncer”. Esta eleição é crucial para o futuro do processo de paz da Colômbia e suas relações com os Estados Unidos, especialmente em um momento em que a violência envolvendo grupos armados tem se intensificado.
A jornada eleitoral começou às 08h, horário local, e se estenderá até as 16h. As autoridades eleitorais esperam divulgar os resultados algumas horas após o encerramento da votação.
O cenário político na Colômbia é marcado por visões opostas. Desde a assinatura do acordo de paz com as Farc em 2016, o país experimentou um período de relativa calma, mas a violência voltou a aumentar. De la Espriella, autodenominado “El Tigre”, promete uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha, contando com apoio internacional, enquanto critica as políticas de paz do atual presidente Gustavo Petro.
“Pelo bem da Colômbia, primeiro os pobres”, afirma Cepeda, que é filho de um político assassinado e defensor dos direitos das vítimas do conflito.
Petro, que não pode se reeleger, busca consolidar a presença da esquerda em um país historicamente dominado por elites conservadoras. O apoio de nações progressistas, como México e Brasil, contrasta com a ascensão da direita em outros países da América Latina.
De la Espriella, com uma campanha que resgata símbolos da identidade nacional e uma imagem de vida luxuosa, é criticado por seus comentários machistas e homofóbicos, além de seu histórico como advogado de grupos paramilitares e narcotraficantes. Ele defende propostas como a construção de megapresídios e a dolarização da economia.
