Pesquisa Datafolha mostra que maioria dos eleitores ignora o peso do presidente americano nas eleições de outubro. Apenas 17% votariam mais num candidato apoiado por Trump.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que 65% dos eleitores brasileiros se mostram indiferentes ao apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil. De acordo com os dados divulgados neste sábado, essa parcela da população acredita que o apoio de Trump não influenciará sua escolha nas urnas em outubro.
Além disso, 17% dos entrevistados afirmaram que o respaldo do presidente americano poderia aumentar sua intenção de voto, enquanto 15% indicaram que tal apoio diminuiria suas chances de apoiar o candidato. Apenas 3% dos participantes não souberam responder à pergunta.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho e contou com a participação de 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 cidades do Brasil. A margem de erro dessa pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém uma relação próxima com Trump, embora o ex-presidente não tenha se manifestado publicamente sobre as eleições brasileiras. Recentemente, Trump compartilhou uma foto ao lado do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), na Casa Branca, elogiando-o como “um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.
Por outro lado, a relação entre Lula e Trump tem sido turbulenta. Após sanções econômicas dos EUA contra o Brasil, ambos se encontraram na Assembleia Geral da ONU, onde Trump mencionou ter sentido uma “química” com o petista. Contudo, essa relação se deteriorou após novas propostas de tarifas sobre o Brasil, alegando práticas comerciais desiguais e uso de produtos provenientes de trabalho forçado.
Em entrevista ao site Axios, Trump se referiu a Lula como “volátil” e afirmou que “não se importa” com o presidente brasileiro. “Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Ele é muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, disse o presidente dos EUA.
