O CAPS II Liberdade, no bairro do IAPI, celebra nesta terça-feira (16) com festa junina terapêutica. O evento une usuários, famílias e profissionais em torno do acolhimento e fortalecimento de vínculos.
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Liberdade, situado no bairro do IAPI, realizará nesta terça-feira (16) o tradicional Arraiá do CAPS. O evento reunirá usuários, familiares e profissionais da unidade em uma comemoração que visa a integração, o acolhimento e a valorização das pessoas que recebem acompanhamento na rede de saúde mental.
Mais do que uma simples festa junina, essa iniciativa faz parte do calendário de atividades terapêuticas da unidade. O espaço se transforma em um ambiente de convivência, fortalecimento de vínculos e resgate da autoestima. A programação reforça a luta antimanicomial e busca combater a psicofobia, promovendo a inclusão social e a cidadania.
Segundo o gerente do CAPS II Liberdade, o cuidado em saúde mental deve ser realizado de maneira humanizada e integrada à realidade dos usuários.
A ideia é que a pessoa em sofrimento psíquico seja cuidada e viva junto da família, da comunidade e da sociedade. Esses momentos lúdicos fortalecem o processo terapêutico e a integração dos usuários. O tratamento precisa acontecer no território, próximo das pessoas e dos vínculos que fazem parte da vida de cada paciente.
A técnica de enfermagem Jamile Cruz enfatiza que eventos como o Arraiá são fundamentais para colocar os usuários no centro das ações desenvolvidas pela unidade.
No Arraiá, trazemos o usuário para o lugar de protagonista.
Um exemplo desse protagonismo será a apresentação da banda do CAPS, composta exclusivamente por usuários da unidade. A participação dos pacientes nas atividades culturais reforça o caráter inclusivo do evento e estimula a expressão artística e a convivência coletiva.
Olenice Ramos Rodrigues, técnica de enfermagem com mais de 20 anos de atuação no CAPS II Liberdade, ressalta a relevância dessas iniciativas para o fortalecimento da autoestima e do sentimento de pertencimento.
Os pacientes têm as mesmas necessidades que qualquer outra pessoa. Quando participam de atividades como o Arraiá, eles se percebem como parte da sociedade e compreendem que também têm direitos. Isso fortalece a autoestima, a autonomia e o processo de cuidado.
Para os participantes, o evento representa um espaço de convivência, liberdade e valorização. Claudemiro Lima dos Santos, de 55 anos, comenta sobre a importância do acolhimento oferecido pela unidade.
É muito gratificante. Aqui a gente se sente mais seguro, mais alegre e bem acompanhado pelos profissionais. Isso nos dá mais confiança para conviver com as pessoas e seguir o tratamento.
Divaldo dos Santos, de 56 anos, destaca as atividades realizadas pelo CAPS para promover o bem-estar.
Gosto dos eventos que têm caminhada, música e desenho. Eu me sinto muito bem aqui. É bom para a saúde estar em movimento e participar dessas atividades.
