O presidente Joseph Aoun reforçou que as tratativas libanesas com Israel seguem caminho próprio. O país busca garantias de independência, mesmo apoiando um cessar-fogo regional.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou nesta quarta-feira (17) que as negociações do país com Israel, que estão sendo realizadas em Washington, são independentes do acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que visa pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
Aoun destacou que o Líbano busca garantias de que sua trajetória nas negociações não será influenciada por outros interesses. “As garantias que recebemos, e o que enfatizamos, é que o caminho do Líbano nas negociações seja independente, embora sejamos certamente a favor de um cessar-fogo e de qualquer país que nos ajude, incluindo o Irã”, afirmou o presidente, em um comunicado emitido por seu gabinete.
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Essa declaração surge após o Irã e o Paquistão terem afirmado que o Líbano estaria incluído nas discussões do acordo entre os EUA e o Irã. Contudo, Aoun reforçou a soberania do Estado libanês, afirmando que “a negociação é conduzida pelo Estado libanês, que é soberano nas suas decisões, e ninguém toma o seu lugar; qualquer acordo será feito através de nós, não às nossas custas”.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou uma “divergência” em sua relação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a respeito do Líbano. Essa situação ocorre em um momento de crescente tensão, uma vez que forças israelenses realizaram novos ataques no sul do território libanês nesta quarta-feira.
A crise no Oriente Médio continua a ser um tema delicado e complexo, envolvendo múltiplos atores e interesses. O Líbano, tradicionalmente, tem buscado manter sua autonomia em face das influências externas, especialmente em relação a Israel e ao Irã. As negociações atuais podem ter implicações significativas para a estabilidade da região, e o desdobramento dos eventos será acompanhado de perto por observadores internacionais e locais.
