Pré-candidatos catarinenses do Novo se dividem após declarações de Zema contra Flávio Bolsonaro. Enquanto um membro pede silêncio ao ex-governador, outro revela que a maioria do partido o apoia.
Um dia após o pré-candidato a deputado federal Rafael Nogueira afirmar que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, deveria “ficar calado” sobre suas críticas a Flávio Bolsonaro (PL), uma outra voz do partido no estado de Santa Catarina se posicionou de forma contrária. A pré-candidata a deputada federal pelo Novo, Jadna Matias da Silva, declarou que a maioria dos pré-candidatos, mandatários e filiados catarinenses apoia Zema e concorda com suas críticas em relação à aproximação entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é alvo de investigações.
“O partido está coligado com o PL no Estado, e o diretório estadual não está sabendo separar as coisas”, afirmou Jadna, referindo-se ao desconvite de Zema para o encontro estadual marcado para o dia 4 de julho.
Segundo Jadna, essa decisão partiu da cúpula do partido e não da base. Ela expressou sua insatisfação com o fato de a decisão ter sido tomada sem a consulta aos pré-candidatos e mandatários, desconsiderando o sentimento da base e dos núcleos municipais.
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A declaração de Jadna se insere em um contexto de disputas internas que já vem se desenrolando dentro da legenda. Recentemente, pré-candidatos, dirigentes e filiados iniciaram articulações para solicitar a destituição de Kahlil Zattar, presidente do Novo em Santa Catarina, e até para pedir uma intervenção da direção nacional na gestão da estadual.
A discussão entre os dirigentes já ultrapassou o tema da presença de Zema em um evento partidário e se aprofundou na questão da permanência de Zattar no cargo. Rafael Nogueira, mesmo defendendo o alinhamento com o PL, reconheceu que existe uma “queda de braço” na sigla.
Esse embate interno reflete a complexidade da política atual e a necessidade de um alinhamento claro entre as diferentes correntes dentro do partido. A situação continua a ser monitorada de perto, já que os desdobramentos dessa disputa podem impactar diretamente nas próximas eleições.

