Cabo Deyvison sobreviveu a ataque em Mossoró que matou seu assessor. Em vídeo pós-cirurgia, o vereador do PL admitiu trauma, mas garantiu que não abandonará o mandato.
O vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, do PL, comentou sobre o atentado que sofreu na última segunda-feira, 15, que culminou na morte de seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos. O ataque ocorreu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, enquanto Alyson realizava uma transmissão ao vivo.
Em um vídeo divulgado após passar por cirurgia, Deyvison afirmou estar bem fisicamente, mas admitiu que o episódio o deixou “traumatizado” e psicologicamente abalado. Ele declarou:
“Fisicamente eu estou muito bem. Psicologicamente eu estou um pouco traumatizado, abalado”.
O vereador lamentou profundamente a perda de Alyson, a quem considerava como um “irmão de vida”. Ele se solidarizou com a família do assessor e afirmou:
“Foi uma perda, um golpe. Mas eu estou aqui e o propósito, o nosso ideal, continua. Não vou recuar”.
Deyvison ressaltou que a continuidade do seu trabalho será uma forma de honrar a memória do amigo e apoiar seus familiares em um momento tão difícil.
O atentado foi registrado na noite de segunda-feira, quando dois criminosos, em um veículo, dispararam várias vezes contra os dois. Alyson não sobreviveu aos ferimentos, enquanto Deyvison foi atingido nas pernas e inicialmente encaminhado à UPA, sendo posteriormente transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. De acordo com informações da equipe do vereador, seu estado de saúde é estável.
Durante sua manifestação, Deyvison agradeceu as mensagens de apoio que recebeu e fez questão de elogiar o trabalho dos profissionais de saúde que atenderam às vítimas do atentado. Ele destacou a importância da atuação dos servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia, que se mostraram competentes em um “cenário horrível de terror”.
A Polícia Civil está investigando o atentado e confirmou que Deyvison era o alvo dos atiradores. As investigações buscam entender se o crime está relacionado a denúncias que o vereador fez sobre a atuação de facções criminosas na cidade. Após o ataque, a polícia localizou um carro suspeito abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros e, no local do crime, foram recolhidos um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. O delegado responsável pelo caso, Renato Oliveira, classificou o atentado como um ato “bárbaro” e ressaltou que a ação colocou em risco não apenas as vítimas, mas também pacientes e profissionais de saúde presentes na UPA.

