A uma semana do segundo turno, candidatos colombianos encerraram campanhas com grandes eventos. O país enfrenta crise de violência intensa enquanto decide seu próximo presidente.
No último domingo, 14 de junho, os candidatos à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, encerraram suas campanhas em grandes eventos, a apenas uma semana do segundo turno das eleições, marcado para o dia 21 de junho. O clima da disputa é de intensa polarização e uma grave crise de violência no país.
Abelardo de la Espriella, advogado e candidato da direita, realizou um comício em Buga, no sudoeste da Colômbia. O evento contou com a presença de milhares de apoiadores e foi marcado por um grande palco e uma cabine protegida por vidros blindados. Em seu discurso, De la Espriella afirmou:
“Esta não é apenas uma batalha política, é uma batalha moral, é uma guerra espiritual”
. Ele se posiciona como um “outsider” e expressou sua admiração pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os apoiadores do candidato, muitos com bandeiras da Colômbia e camisas da seleção de futebol, demonstraram entusiasmo durante o evento. Um dos presentes, o militar da reserva Jimmy Henao, comentou sobre suas expectativas:
“O que precisamos é de segurança para trabalhar e para seguir em frente”
. Henao, que veio de uma localidade próxima, acredita que
“o país mude com o Tigre”
, referindo-se ao apelido de De la Espriella.
Do outro lado, Iván Cepeda, senador e candidato da esquerda, também fez seu encerramento de campanha em Barranquilla, em um evento que atraiu uma multidão. Durante seu discurso, ele enfatizou a necessidade de esperança diante do medo e do ódio:
“O medo e o ódio pretendem se impor sobre a esperança”
. Cepeda ressaltou que a população deve manter a esperança e não se deixar intimidar:
“Devemos olhar para o presente com esperança. Não devemos nos deixar confundir nem intimidar”
.
A situação na Colômbia é preocupante, com a maior onda de violência dos últimos dez anos, incluindo atentados, massacres e extorsões. Durante a campanha, o pré-candidato Miguel Uribe foi assassinado, evidenciando a gravidade do contexto. O atual presidente, Gustavo Petro, iniciou diálogos de paz com organizações armadas, mas esses processos não têm avançado, enquanto os grupos criminosos se fortalecem. De la Espriella propõe uma abordagem de mão dura contra a criminalidade, prometendo agir
“pela razão ou pela força da lei”
, e se compromete a ser firme contra os criminosos e a corrupção.
