Aluísio Segurado afirma que o movimento, iniciado em abril, ultrapassou as pautas universitárias. Segundo ele, a greve visa prejudicar a imagem do governador Tarcísio de Freitas.
O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Aluísio Segurado, declarou que a greve estudantil, que teve início em abril, possui motivações que vão além das reivindicações relacionadas à universidade. Em uma recente entrevista, Segurado afirmou que o movimento passou a incluir interesses políticos e eleitorais, com o objetivo de prejudicar a imagem do governador do Estado, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos.
O reitor destacou que a reitoria já havia alcançado o limite das negociações sobre as principais demandas apresentadas pelos estudantes, especialmente no que tange ao auxílio permanência. Ele acredita que, mesmo se novas concessões fossem oferecidas, é improvável que a paralisação fosse encerrada.
“A administração da USP está comprometida em lidar com as demandas, mas é preciso que qualquer negociação ocorra dentro de limites orçamentários e com consenso entre as partes”, afirmou Segurado.
A greve começou em meio a pedidos por melhorias nas políticas de permanência estudantil, moradia universitária e infraestrutura. Durante o movimento, estudantes ocuparam o prédio da reitoria, o que resultou em uma operação da Polícia Militar para desocupar o local, aumentando a tensão dentro da universidade.
Segurado também afirmou que a administração da USP pretende acelerar reformas no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) e continuar com iniciativas voltadas para atender as demandas dos estudantes. Contudo, ele reforçou que as negociações devem ser realizadas de maneira justa e dentro das possibilidades orçamentárias.
A paralisação gerou divisões na comunidade acadêmica. Enquanto alguns grupos de estudantes e parte do corpo docente manifestaram apoio ao movimento, a reitoria mantém que diversas medidas já foram apresentadas e que o diálogo institucional continua aberto.
