O setor registrou 358.786 toneladas vendidas em abril, o maior volume desde 2005. O resultado supera em 5,5% o mesmo período do ano anterior.
O setor de embalagens de papel no Brasil registrou um desempenho excepcional em abril de 2026, alcançando um marco histórico nas vendas. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), foram comercializadas 358.786 toneladas de embalagens, o maior volume já registrado para o mês de abril desde o início das medições, que datam de 2005.
Esse número representa um aumento significativo de 5,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, 2025, o que equivale a uma média de 14.949 toneladas por dia. Além disso, quando comparado a março de 2026, o crescimento foi de 2,9%. A associação atribui esse aumento à maior demanda por parte de clientes que já utilizam embalagens desse tipo em suas operações.
“Os dados refletem uma tendência de crescimento nas aquisições desse tipo de embalagem, o que é um sinal positivo para a economia”, destacou a Empapel.
A pesquisa realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que as vendas de embalagens de papel costumam acompanhar o desempenho de diversos setores da economia, incluindo varejo, alimentos, agronegócio e e-commerce. O material utilizado na fabricação dessas embalagens se mostra fundamental para medir a movimentação econômica, dado que está ligado a produtos alimentícios, cosméticos, higiene, farmacêuticos e comércio eletrônico.
Além disso, a atividade industrial brasileira se manteve relativamente estável, apresentando uma leve alta de 0,6% em 2025, mesmo diante da pressão causada pelos juros altos, conforme a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Para o primeiro trimestre de 2026, o instituto apontou um crescimento de 1,3% na atividade industrial e de 0,4% nos últimos doze meses, o que está em linha com os dados observados pela Empapel.
Esse cenário otimista para o setor de embalagens de papel pode ser um indicativo de recuperação econômica e de adaptação dos negócios às demandas atuais do mercado, refletindo um potencial de crescimento contínuo para os próximos meses.
