Um vídeo gerado por inteligência artificial mostra o Cristo Redentor derrotando a Estátua da Liberdade. A publicação foi feita após Trump anunciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
A embaixada do Irã na Tunísia compartilhou um vídeo gerado por inteligência artificial, que coloca o Brasil no centro de uma campanha contra os Estados Unidos. A publicação, feita na rede social X, mostra uma cena fictícia onde o Cristo Redentor enfrenta a Estátua da Liberdade em uma luta simbólica.
A postagem foi realizada no dia 1º de junho, logo após o governo do ex-presidente Donald Trump anunciar a intenção de aplicar tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil. No vídeo, o icônico monumento brasileiro é retratado como vitorioso, derrotando a estátua americana. A legenda que acompanha a animação traz a mensagem: “Uma frente. Uma luta. A vitória da fé sobre o imperialismo”.
“Uma frente. Uma luta. A vitória da fé sobre o imperialismo”
Nos últimos tempos, o Irã tem ampliado o uso de inteligência artificial em suas campanhas digitais. Durante o aumento da tensão com os Estados Unidos e Israel, autoridades iranianas têm utilizado vídeos, animações e imagens produzidos com essa tecnologia como parte de sua estratégia de comunicação. Esses conteúdos geralmente retratam os adversários do Irã de maneira satírica ou como derrotados em cenários fictícios.
No vídeo compartilhado pela embaixada na Tunísia, a Estátua da Liberdade se aproxima do Cristo Redentor e tenta agredi-lo. O confronto entre os dois monumentos termina com o Cristo quebrando a estátua americana ao meio e retornando ao seu local de origem. A escolha do Cristo Redentor como protagonista dessa narrativa não foi explicada na publicação.
A postagem faz parte de uma série de conteúdos divulgados por perfis oficiais iranianos nas redes sociais. Além disso, embaixadas do país têm compartilhado imagens e vídeos que ridicularizam seus adversários, incluindo o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Essa estratégia parece ser uma tentativa de fortalecer a imagem do Irã e criar uma narrativa de resistência contra o que consideram imperialismo.
