Levantamento da Polícia Federal aponta dominância do PCC e CV nas prisões por crime organizado. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam 2.596 detenções entre 2022 e 2026.
Os dados mais recentes da Polícia Federal (PF) revelam que os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) são responsáveis por 88% das prisões temporárias e preventivas realizadas em ações contra facções criminosas. Essa informação foi divulgada em um balanço que abrange as operações da PF entre janeiro de 2022 e maio de 2026, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação.
No total, as operações da PF resultaram em 2.596 prisões, sendo 1.102 delas relacionadas a investigações contra o PCC e 1.077 contra o CV. Além disso, 100 prisões ocorreram em operações que visaram ambos os grupos simultaneamente.
A PF deflagrou 743 operações contra o crime organizado desde 2022, com o Comando Vermelho sendo o alvo de 308 investigações e o PCC em 284 ações. As duas facções juntas representam 81% das operações realizadas pela corporação nesse período.
O balanço também aponta que 1.639 das prisões foram preventivas, enquanto 957 foram temporárias. No caso das prisões preventivas, o CV lidera com 825 mandados cumpridos, seguido pelo PCC com 547, e 45 ordens conjuntas. Em relação às prisões temporárias, a PF deteve 555 membros do PCC, 252 do CV e 55 ligados a ambos os grupos.
A maior parte das operações da PF teve como foco o combate ao tráfico de drogas, que contabilizou 518 ações, representando 70% do total. O restante das investidas abordou crimes contra o patrimônio, tráfico de armas e crimes ambientais.
Recentemente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificará o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida, que entra em vigor no dia 5 de junho, permitirá o bloqueio imediato de bens e ativos financeiros ligados a essas facções em solo americano.
A nova classificação resulta em sanções internacionais severas, autorizando as autoridades norte-americanas a restringir movimentações financeiras e a barrar o acesso dos criminosos ao sistema bancário internacional. Isso também se estende a cidadãos e empresas que mantenham relações comerciais com membros desses grupos.
