Proteção ambiental: governo cria parques e investe R$ 2 bi marcou o anúncio, em 10 de junho, de um pacote federal que amplia áreas protegidas, acelera a recuperação de florestas e estabelece novos mecanismos de financiamento climático.
Novas unidades de conservação ampliam cobertura legal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que criam o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Além disso, foram expandidos os Parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. As novas fronteiras reforçam o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e pretendem conter o avanço do desmatamento.
Caatinga ganha política exclusiva de recuperação
Outra medida foi a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga, bioma que concentra 84% de sua vegetação alterada. O texto estabelece metas de reflorestamento, incentivos econômicos e mecanismos de monitoramento.
Recursos para enfrentar queimadas e mudar a paisagem
Para preparar o país diante do cenário agravado pelo fenômeno El Niño, o governo simplificou o acesso dos estados e municípios ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, priorizando a prevenção e o combate a incêndios florestais. Paralelamente, foram confirmados R$ 2 bilhões em investimentos diretos no Ibama e no ICMBio para ampliar fiscalização, contratar brigadistas e modernizar equipamentos.
Fundo Clima injeta R$ 834 milhões na restauração
Empresas e organizações sociais selecionadas pelo BNDES receberão R$ 834 milhões em créditos reembolsáveis do Fundo Clima. A diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, estima que o valor terá efeito multiplicador, alcançando R$ 3 bilhões com contrapartidas privadas para restaurar áreas degradadas.
Desmatamento registra queda expressiva
Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, do MapBiomas, apontam que o país encerrou 2025 com 984,7 mil hectares desmatados, a primeira vez abaixo de 1 milhão de hectares. Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, as reduções foram de 50% na Amazônia, 32% no Cerrado e 63% no Pantanal. Ele atribui os números à retomada da governança ambiental e à articulação entre entes federativos.
Com o conjunto de ações, o Planalto busca consolidar a imagem internacional do Brasil como líder em políticas climáticas e de biodiversidade, fortalecendo metas assumidas no Acordo de Paris.
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Crédito da imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
