Sarampo: vacinação é essencial para brasileiros na Copa 2026
Sarampo: vacinação é essencial para brasileiros na Copa 2026 é o alerta da infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), diante da escalada de casos nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão o Mundial de Futebol de 2026.
Casos disparam nas Américas
Os três anfitriões concentram 70% das notificações de sarampo no continente. No Canadá, o registro de 5.062 ocorrências em 2024 levou à perda do status de área livre da doença; em 2026, já foram confirmados 124 novos casos. O México saltou de sete infecções em 2024 para 6.152 em 2025, além de 1.190 apenas em janeiro de 2026. Nos Estados Unidos, as estatísticas indicam 2.144 episódios em 2025 e 721 no primeiro mês deste ano.
Risco de reintrodução no Brasil
Embora o Brasil tenha recuperado, em novembro de 2024, a certificação de país livre do sarampo, a cobertura vacinal ainda é considerada baixa. Em 2025, foram 38 ocorrências importadas; em janeiro de 2026, mais dois casos — uma mulher de 22 anos no Rio de Janeiro e um bebê de seis meses em São Paulo, ambos sem registro de imunização. “A baixa adesão às doses facilita que o vírus volte a circular”, advertiu Del Vecchio.
Esquema vacinal recomendado
A especialista reforça que viajantes de um a 29 anos precisam de duas doses da vacina tríplice viral, enquanto pessoas de 30 a 60 anos devem comprovar ao menos uma aplicação. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero” 15 dias antes do embarque. Se o esquema já estiver completo, não há necessidade de reforço adicional.
Campanha do Ministério da Saúde
Para evitar novos surtos, a pasta lançou orientação nacional dirigida a quem pretende assistir aos jogos da Copa. As doses estão disponíveis nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e devem ser tomadas, no mínimo, duas semanas antes da viagem. Informações detalhadas sobre a doença podem ser consultadas no site da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Gravidade da doença
Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pelo ar, por meio da tosse, fala ou respiração. Os sintomas incluem febre alta, tosse persistente, coriza, irritação ocular e manchas vermelhas que se espalham do rosto para o corpo, surgindo entre sete e 14 dias após a exposição. Complicações graves podem envolver pneumonia, encefalite e, em gestantes, parto prematuro.
Proteção é responsabilidade coletiva
Segundo Del Vecchio, completar o calendário vacinal “garante uma viagem segura e impede que o vírus volte a circular no território brasileiro”, preservando conquistas recentes da saúde pública.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
