Ana Claudia, 41 anos, sobreviveu após ser jogada de um penhasco pelo ex-companheiro na Serra do Rola-Moça, em BH. Ela foi agredida por duas horas antes do ataque.
Ana Claudia Rodrigues, de 41 anos, viveu momentos de terror no último dia 25, quando foi agredida pelo ex-companheiro Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, e empurrada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte (MG). Em relato à imprensa, Ana Claudia descreveu que passou cerca de duas horas sendo agredida antes do ataque. Durante o trajeto para o parque, chegou a questionar seu ex-companheiro se ele a estava levando para morrer.
“Teve uma hora que eu falei para ele assim: ‘Você está me levando para me matar, né?’. Aí ele deu aquele sorriso cínico e respondeu: ‘Não, Cláudia. Eu não estou te levando para matar. Eu te amo.’”
Após as agressões, Silvanildo a puxou em direção ao penhasco, buscando um local que garantisse a morte dela. Ana Claudia relatou que, enquanto ele a puxava, ele dizia: “Aqui não dá para você morrer”. A vítima, em um momento de desespero, começou a se debater, mas não conseguiu se soltar.
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Ana Claudia relembrou que em meio a todo o sofrimento, pensava constantemente em seus filhos. “Aquele momento ali eram os meus filhos, os meus filhos o tempo todo. Ali era o meu fim. Só que, mesmo na queda, parece que Deus estava tão presente na minha vida que, eu caindo, eu senti que eu não ia morrer”, contou emocionada.
Após o crime, Silvanildo tentou justificar suas ações, alegando que uma das filhas de Ana Claudia o teria chamado de estuprador e que isso o teria deixado irritado. Ele confessou ter ameaçado Ana Claudia com um canivete antes de empurrá-la. Após ser detido, afirmou que estava disposto a colaborar com as buscas.
A operação de resgate de Ana Claudia durou cerca de 24 horas e mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu. A filha mais velha da vítima, Thaiene Heloísa, de 24 anos, registrou seu desaparecimento em uma delegacia. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, após buscas com drones e sensores térmicos, localizou Ana Claudia no dia 26, cerca de 50 metros abaixo do penhasco.
Ana Claudia foi encontrada consciente e orientada, apresentando escoriações e ferimentos, mas sem sinais de fraturas graves. Ela foi levada ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde recebeu alta no dia 27.
