Celebração dos 250 anos dos EUA vira palco de polêmica após cancelamentos em massa. Trump quer substituir shows por discurso político em Washington nesta quarta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a intenção de realizar um comício em substituição aos artistas que cancelaram sua participação nas comemorações dos 250 anos da independência do país. O evento ocorrerá na próxima quarta-feira, 3 de julho, em Washington, e já enfrenta críticas devido ao seu viés político.
Até o momento, artistas como Martina McBride, Young MC, Bret Michaels, Morris Day e a banda The Commodores decidiram não participar da celebração, o que levou Trump a considerar a realização de um evento alternativo.
“Solicitei aos meus assessores que avaliem a realização do comício ‘A América Está de Volta’. Somente patriotas estão convidados. Será uma linda celebração da América”, afirmou Trump em uma publicação nas redes sociais no sábado, 30 de junho.
O presidente minimizou os cancelamentos e expressou confiança de que conseguirá atrair um público maior do que o que seria proporcionado pelos artistas. Ele ainda comentou sobre a possibilidade de trazer uma grande atração para o evento.
“Estou pensando em levar a atração número um do mundo. O homem que obtém audiências maiores do que Elvis durante seu auge, sem uma guitarra. O homem que ama nosso país como ninguém e que dizem ser o maior presidente da história”, completou Trump.
O evento, que já se apresenta como uma celebração significativa da história americana, agora se transforma em um espaço para a manifestação política de Trump. Com a aproximação da data, a expectativa em torno do comício e de sua repercussão está crescendo, especialmente entre os apoiadores do presidente.
Os cancelamentos de artistas têm gerado discussões sobre o clima político nos Estados Unidos e sobre como isso pode afetar eventos públicos, especialmente aqueles que tradicionalmente celebram a unidade e a independência. A escolha de Trump de realizar um comício pode ser vista como uma tentativa de reafirmar sua base de apoio em um momento em que a polarização política é evidente.
