Uma embarcação suspeita foi atacada no Pacífico no sábado (30). A ação eleva para mais de 200 o número de mortos na ofensiva antidroga de Trump, iniciada em setembro.
No último sábado, 30 de maio, o exército dos Estados Unidos atacou uma embarcação no Pacífico Oriental, resultando na morte de três homens. Essa ação eleva para mais de 200 o número total de mortos desde o início da ofensiva do governo do presidente Donald Trump, que começou em setembro do ano passado.
Em uma publicação nas redes sociais, o Comando Sul dos EUA afirmou que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas do narcotráfico na região e estava envolvida em operações de tráfico de drogas. A declaração também indicou que os três homens que morreram eram considerados narcoterroristas.
“Três homens narcoterroristas morreram durante a ação”, informou o Comando Sul.
Imagens em preto e branco divulgadas junto à publicação mostravam a embarcação em mar aberto antes de ser atingida por uma explosão significativa. Essa operação, chamada “Lança do Sul” (Southern Spear), foi lançada no início de setembro, quando Trump afirmou que os EUA estão, na prática, em guerra contra os cartéis de drogas da América Latina.
No entanto, até o momento, o governo não apresentou provas concretas de que as embarcações atacadas estavam de fato envolvidas no tráfico de drogas. Especialistas em direito e organizações de direitos humanos levantaram preocupações sobre a legalidade dessas ações, sugerindo que os ataques podem ser considerados execuções extrajudiciais, uma vez que os alvos aparentam ser civis que não representavam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
Essa situação acende um debate sobre as táticas adotadas pelo governo americano na luta contra o narcotráfico, especialmente no que diz respeito ao uso da força militar em operações no exterior. A ofensiva, que já resultou em um número elevado de mortes, continua a ser objeto de análise e crítica por parte de especialistas e defensores dos direitos humanos.
