O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse estar honrado com as menções ao seu nome para compor a chapa presidencial de Caiado. Em carta, ele se colocou à disposição do partido para 2026.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou no último sábado, 30 de maio de 2026, que está “à disposição” do partido após ter seu nome mencionado por aliados como possível candidato a vice na chapa do pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD).
Em uma carta divulgada publicamente, Kassab expressou sentir-se “muito honrado” com as manifestações de apoio dos ex-senadores Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes. Ele destacou a importância da experiência e isenção dos dois, afirmando que suas opiniões devem ser consideradas com profundidade.
“Mesmo já tendo afirmado que uma candidatura chapa-pura pode ser uma hipótese concreta, entendo que muitas etapas e entendimentos precisam ser cumpridos, dentro e fora do nosso partido, até que seja tomada uma decisão sobre o perfil da nossa chapa”, declarou Kassab.
O dirigente também enfatizou que a decisão final sobre a composição da chapa caberá ao pré-candidato à Presidência e às instâncias internas do PSD. “Obviamente, a palavra final deve ser do nosso candidato, depois de ouvidas todas as instâncias partidárias e o conjunto de nossas forças apoiadoras”, afirmou.
Kassab disse ainda que está preparado para acatar a decisão coletiva do partido, independentemente do resultado. “Como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”, acrescentou.
A declaração do presidente do PSD ocorre em um momento crucial de discussões sobre a formação da chapa presidencial de Caiado para 2026. Kassab já havia mencionado que a definição do vice seria feita apenas em junho e que o escolhido deve ser alguém que contribua significativamente para a candidatura.
Nos últimos dias, surgiram especulações sobre possíveis alianças com outros nomes do campo político de centro-direita, como o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No entanto, Caiado negou qualquer tratativa nesse sentido durante uma entrevista recente.
Além disso, Caiado defendeu a necessidade de um entendimento político que evite a divisão eleitoral. “Atuaremos dentro de um princípio para não haver dispersão da centro-direita”, alertou. “Não podemos criar uma situação de divisão direta no segundo turno.”
