Deputados protocolaram representação na PGR acusando o pré-candidato à presidência de atentar contra a democracia ao buscar apoio externo em assuntos internos do Brasil.
Parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida foi tomada após o governo dos Estados Unidos classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Na representação, os deputados da base governista acusam Flávio de utilizar seu cargo para realizar um “atentado à democracia”, ao supostamente buscar interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil. Eles pedem a abertura de uma investigação por possível atentado à soberania nacional.
“A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo norte-americano neste momento não constitui ato meramente declaratório ou simbólico”, afirmaram os parlamentares.
Os deputados ainda alegam que Flávio se reuniu com o ex-presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, nos Estados Unidos, para solicitar formalmente a inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas.
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A representação destaca que essa classificação pode resultar em medidas econômicas e até intervenções, conforme a legislação americana. “Além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, essa classificação abre a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro”, afirmaram os parlamentares.
Em resposta, a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro repudiou a iniciativa, considerando-a uma tentativa da esquerda brasileira de usar o Judiciário como extensão de seu projeto político. A equipe do senador argumentou que sua atuação visa ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
“É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”, ressaltou a equipe do senador.
Flávio Bolsonaro ainda afirmou que continuará defendendo medidas de enfrentamento às facções criminosas e que a classificação dessas organizações como terroristas não compromete a soberania do país. “Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, concluiu.

