A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira amarela continuará vigente nas contas de luz durante o mês de junho. Isso implica que os consumidores pagarão uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, pelo segundo mês consecutivo. A escassez de chuvas e um inverno seco resultaram na diminuição dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, levando à necessidade de acionar usinas térmicas, cujo custo de operação é mais elevado.
O aumento no custo da energia elétrica impactou diretamente as despesas das famílias brasileiras e influenciou os índices oficiais de inflação do país. A mudança na cobrança teve início em maio, resultando em um aumento imediato de 2,16% na tarifa residencial. Esse encarecimento afetou o orçamento da população e contribuiu para o aumento do IPCA-15, que registrou a maior inflação para o mês de maio em uma década.
A seca interrompeu um período de alívio nas tarifas, que se manteve estável do início do ano até abril. Durante os primeiros quatro meses de 2026, a Aneel manteve a bandeira verde, sem taxas extras, devido ao bom nível dos rios. No entanto, a mudança no clima, que trouxe a estiagem, reduziu a capacidade de produção das usinas, forçando a alteração no sistema tarifário.
Os diretores da Aneel alertaram que a manutenção da taxa amarela é um aviso importante para os consumidores. A agência reguladora recomenda que a população adote hábitos mais conscientes no uso da energia elétrica, evitando o desperdício com aparelhos eletrônicos e controlando o tempo de banho.
O sistema de classificação de tarifas, que utiliza cores nas faturas, foi implementado há dez anos com o objetivo de repassar os custos de produção aos consumidores. A Aneel enfatiza a importância de estar atento às mudanças nas tarifas e de agir para minimizar o impacto no orçamento familiar.
