Na última sexta-feira, 29 de maio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma declaração polêmica durante o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná. Ele afirmou que, em apenas dois dias como pré-candidato à Presidência da República, teria realizado mais do que o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) em 20 anos de governo.
“Em dois dias como pré-candidato à Presidência da República, nós já fizemos mais do que o Lula e o PT em 20 anos”, disse Flávio, ressaltando a preocupação com a criminalidade no Brasil. Ele criticou o ex-presidente, afirmando que enquanto Lula estava ocupado fazendo lobby e defendendo marginais, ele e sua equipe pediram que as facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), fossem tratadas como terroristas.
Durante o evento em Curitiba, Flávio apareceu usando um colete à prova de balas e declarou que não teme ameaças do crime organizado. A menção ao PCC e ao CV como organizações terroristas ganhou força após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atendeu a um pedido feito por Flávio durante visitas à Casa Branca no início da semana.
“Nós sabemos das dificuldades para enfrentar esses narcoterroristas, mas com coragem, como também fez o Moro, podemos combater esse sistema que joga pesado e sujo para devolver a tranquilidade ao povo brasileiro”, afirmou Flávio durante seu discurso.
O evento também oficializou as pré-candidaturas de outros políticos, como o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado. Flávio destacou a aprovação da lei antifacção pelo Congresso Nacional, reconhecendo o papel de Sergio Moro na elaboração da legislação.
Em suas declarações, Flávio Bolsonaro defendeu um combate rigoroso às facções criminosas, afirmando: “Vamos enfrentar esses bandidos com a mão pesada da lei, construindo presídios para que eles fiquem presos por muito mais tempo.” Ele finalizou reiterando que a eleição será uma escolha entre um presidente que vê traficantes como vítimas ou um que pretende punir os criminosos e reduzir a maioridade penal.
