Os Estados Unidos ampliaram, em 2026, a sua abordagem em relação a organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina, classificando diversas delas como organizações terroristas. Em fevereiro de 2025, o governo americano já havia incluído seis cartéis mexicanos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, entre eles, o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generação (CJNG).
No último dia 28 de maio, a administração dos EUA anunciou a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) nessa mesma lista. Essa medida equipara essas facções a grupos como Hamas, Hezbollah e o Estado Islâmico, refletindo uma postura mais severa em relação ao narcotráfico e suas ramificações.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, foi o responsável por anunciar a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas.
A classificação de organizações como terroristas acarreta significativas consequências. Ela permite que as autoridades norte-americanas ampliem as sanções financeiras e restrições migratórias, além de intensificarem investigações internacionais que envolvem integrantes, empresas e operadores vinculados a essas facções. Essa ação se baseia na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, assim como na Ordem Executiva 13224, que foi implementada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Essa ofensiva dos EUA contra os cartéis mexicanos ganhou força durante a presidência de Donald Trump, que defendia medidas mais rigorosas. De acordo com reportagens da mídia, a CIA está conduzindo operações secretas no México desde 2025, com o objetivo de desmantelar as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas.
Entretanto, essa ação não passou despercebida pelas autoridades mexicanas. A presidente Claudia Sheinbaum expressou críticas à atuação americana, afirmando que o México não aceitará intervenções militares estrangeiras e apresentando propostas para limitar a presença de agentes internacionais no país.
No Brasil, a inclusão do PCC e do CV na lista pode facilitar a cooperação internacional entre os países, permitindo um maior compartilhamento de informações financeiras e ações conjuntas contra integrantes das facções fora do território nacional. A expectativa é que essa medida passe a valer oficialmente no próximo dia 5 de junho.

