Ebola descartado em imigrante do Congo internado em SP
Ebola descartado em imigrante do Congo internado em SP foi a conclusão divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde após análise laboratorial que não identificou material genético do vírus no paciente de 37 anos tratado no Instituto Emílio Ribas.
Ebola descartado em imigrante do Congo internado em SP
De acordo com nota oficial publicada em 1º de junho, os exames realizados pelo Laboratório de Referência Nacional apontaram resultado negativo para o vírus Ebola. O homem, que chegou recentemente da República Democrática do Congo, havia sido internado em estado grave, apresentando diarreia intensa, desorientação e rápida piora respiratória, o que exigiu intubação imediata.
Paralelamente, testes anteriores já haviam confirmado meningite meningocócica, explicando parte do quadro clínico. Por precaução, o paciente permanece em isolamento no Emílio Ribas, unidade referência em doenças infecciosas, seguindo rígidos protocolos de biossegurança.
Segundo caso suspeito no Rio de Janeiro
O Ministério da Saúde também foi notificado sobre outra suspeita de ebola, desta vez no Rio de Janeiro. Trata-se de um viajante proveniente de Uganda que apresentou calafrios, tosse e diarreia enquanto estava hospedado em Vila Isabel. Exames no Instituto Oswaldo Cruz confirmaram malária, mas o resultado definitivo para ebola é aguardado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.
Risco de transmissão é considerado baixo
Em comunicado conjunto, a pasta federal reforçou que o risco de disseminação do vírus Ebola no Brasil e na América do Sul é classificado como baixo. O país mantém protocolos consolidados de vigilância, assistência e resposta rápida para identificação e manejo de eventuais casos suspeitos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para o surto ocorrido na República Democrática do Congo em 2019, mas, no cenário atual, classifica como elevado o perigo apenas nas nações africanas afetadas e limítrofes. Dados recentes da OMS apontam 18 mortes entre 134 ocorrências confirmadas, uma letalidade de 13%, bem abaixo da média histórica de até 90% — informações disponíveis no portal oficial da entidade (Organização Mundial da Saúde).
Sobre a Doença pelo Vírus Ebola (DVE)
A DVE é uma enfermidade grave que atinge seres humanos e primatas não-humanos. Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos e diarreia. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas nas fases mais avançadas da doença. O vírus só é transmitido quando o paciente apresenta sintomas severos.
Autoridades reforçam que a detecção precoce, o isolamento adequado e a adoção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são medidas essenciais para evitar a propagação, conforme orientações internacionais.
No Brasil, centros de referência como o Emílio Ribas e o INI/Fiocruz mantêm equipes treinadas e estruturas específicas para lidar com eventuais casos, assegurando pronta resposta e reduzindo possíveis riscos à população.
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Crédito da imagem: Governo de SP
Fonte: Agência Brasil
