Na última terça-feira, 28 de maio de 2026, deputados federais reagiram positivamente à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas transnacionais. As declarações foram feitas por parlamentares logo após o anúncio de Washington, que também aproveitaram a oportunidade para criticar a postura do governo federal brasileiro em relação ao crime organizado.
“Essas facções que o crime organizado vem tomando conta da sociedade, não são mais só o tráfico de droga. Também virou um narco-estado, fazendo com que empresários e moradores sejam todos reféns,”
afirmou o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT). Ele destacou o avanço das organizações criminosas em seu estado, mencionando a situação no Mato Grosso:
“Estamos vendo o avanço dessas organizações tomando conta de postos de combustíveis, conveniências, tabacarias, em grande escala.”
O deputado Capitão Alden (PL-BA) foi mais além em sua análise.
“O mundo começou a enxergar o que muitos políticos brasileiros ainda resistem em admitir: facção criminosa não é apenas tráfico de drogas. É poder paralelo, controle territorial, intimidação social e imposição do medo. Em muitas regiões, o cidadão já não vive sob a autoridade do Estado, mas sob a ordem do crime,”
declarou.
Para o deputado Coronel Assis (PL-MT), a medida dos EUA era necessária e esperada.
“O governo americano toma uma atitude que tinha que ser tomada,”
disse o parlamentar, acrescentando que, em sua avaliação, o governo Lula historicamente resistiu a esse tipo de enquadramento.
O deputado Messias Donato (UB-ES) também destacou a gravidade da ameaça representada pelas facções.
“Quando uma facção criminosa espalha terror, controla territórios e desafia o poder do Estado, não estamos falando de crime comum. A decisão dos Estados Unidos evidencia a gravidade da ameaça representada pelo PCC e pelo Comando Vermelho e reforça a necessidade de uma resposta firme e coordenada contra o crime organizado,”
afirmou.
A reação dos deputados evidencia uma crescente preocupação com a situação da segurança pública no Brasil e a urgência de ações mais eficazes para enfrentar o crime organizado.
