O PSB tomou uma decisão importante na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, ao aprovar o lançamento de dois candidatos ao Senado por São Paulo: os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França. Essa estratégia surge em meio a um impasse sobre a definição da chapa majoritária da esquerda no estado.
A ideia inicial é que ambos sejam lançados, mas há uma expectativa de que uma mudança ocorra em um futuro próximo. Internamente, membros do partido reconhecem que é mais provável que a candidatura do campo progressista seja reduzida a apenas dois nomes nas convenções. Para isso, é esperado que Simone ou Márcio desistam da corrida eleitoral à medida que o prazo final se aproxima, que é 15 de agosto. Também há a possibilidade de que a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do Rede, abdique de sua candidatura, embora essa alternativa seja considerada menos provável, já que auxiliares acreditam que ela deve continuar em sua posição com o apoio do presidente Lula.
Há ainda a especulação de que um dos três nomes possa ser escolhido como vice na chapa do candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, do PT. A expectativa de uma definição, segundo membros do PSB, recai sobre Lula. Uma reunião entre o presidente e o presidente do PSB, João Campos, estava agendada para o mesmo dia da decisão, com o intuito de buscar uma solução para a situação atual. Uma fonte do PSB expressou:
“Nossa esperança é que o Lula atue e resolva”.
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Entretanto, a reunião com o petista é vista com ceticismo por interlocutores, que mencionam desorganização na chapa do PT em São Paulo e criticam a falta de clareza nas decisões.
O movimento do PSB para lançar Tebet e França também se insere em um contexto de pressão sobre o PT, que já enfrenta críticas pela lentidão em definir os candidatos ao Senado. Essa demora tem impactado as agendas de pré-campanha de Tebet, França e Haddad. Lideranças do PSB já haviam avisado que, se o PT não se manifestasse, iriam seguir com o lançamento dos dois nomes, o que agora se confirma.
Além disso, o PSOL também está buscando um acordo com o PSB para tentar evitar a candidatura de França e consolidar Marina Silva como a segunda opção do campo progressista. A estratégia do PSOL envolve demonstrar que Marina possui maior apoio entre os partidos da coligação, como PDT, PCdoB e PSOL, que já expressaram preferência pela ex-ministra. Informações indicam que Marina também conta com a simpatia do presidente Lula.
