Na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, Israel anunciou a suspensão das relações diplomáticas com o gabinete do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. A decisão acontece em um momento de escalada de tensões entre o governo israelense e a entidade internacional, em meio à guerra que assola o Oriente Médio.
A medida foi oficialmente comunicada pelo embaixador de Israel na ONU, Danny Danon. Ele destacou que a decisão foi motivada pela inclusão de entidades israelenses em um relatório das Nações Unidas que trata da violência sexual em conflitos armados. No documento, Israel é mencionado ao lado do Hamas e de outros grupos envolvidos em conflitos internacionais, o que provocou forte reação do governo israelense.
“Não manteremos qualquer interlocução com o gabinete de Guterres enquanto ele continuar no cargo”, afirmou Danon, expressando a insatisfação do governo israelense com a classificação dada pela ONU.
Danon também ressaltou que Israel apresentou uma série de documentos e esclarecimentos nos últimos meses para contestar as acusações contidas no relatório, mas a ONU decidiu manter a classificação, o que intensificou a crise diplomática entre as partes.
A decisão de Israel ocorre em um contexto de crescente tensão, especialmente após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a subsequente ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. A situação já é delicada e a suspensão das relações pode dificultar ainda mais a comunicação entre Israel e a ONU.
Por sua vez, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, declarou que o secretário-geral António Guterres continua aberto ao diálogo, buscando formas de resolver as questões em aberto e manter a paz. Guterres permanece no cargo até 31 de dezembro de 2026, e sua gestão tem sido marcada por desafios significativos no cenário internacional.
O desenrolar dessa crise diplomática e suas consequências para a região e para a política internacional ainda estão por vir, mas a suspensão das relações é um sinal claro de que as tensões entre Israel e a ONU podem se acirrar ainda mais.
