A União e o Governo do Distrito Federal (GDF) firmaram um acordo na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, para viabilizar uma operação de crédito ao Banco Regional de Brasília (BRB), que se encontra sob investigação devido a fraudes no caso Master.
De acordo com os termos do acordo, o BRB tomará um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada que congrega bancos públicos e privados. Importante ressaltar que essa operação não contará com o aval financeiro do governo federal.
O GDF planeja solicitar um empréstimo no valor de R$ 6,6 bilhões. Para garantir essa operação, o FGC utilizará as verbas federais destinadas ao Distrito Federal, provenientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O acordo foi alcançado após uma audiência de conciliação mediada pelo ministro Luiz Fux. O GDF havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de que o Tesouro Nacional reavaliasse a nota de crédito do governo distrital, possibilitando assim a operação de crédito. Através desse entendimento, evitou-se a necessidade de uma decisão judicial sobre a questão.
Este empréstimo é uma exigência do Banco Central (BC) para que o BRB possa reequilibrar suas contas, após as irregularidades identificadas nas investigações da Operação Compliance Zero, conduzidas pela Polícia Federal. Em setembro do ano anterior, o BC já havia barrado a aquisição do Master pelo BRB, ao encontrar diversas fraudes, incluindo ativos financeiros sem lastro.
“Esse acordo representa um passo importante para a recuperação financeira do BRB e para a segurança dos cidadãos do DF”, afirmou um representante do GDF durante a assinatura do acordo.
Os detalhes finais do empréstimo e a implementação do acordo devem ser acompanhados de perto, visto que o impacto financeiro poderá ser significativo para a gestão pública no Distrito Federal nos próximos anos.
