Bahia atinge maior série sem vitórias sob comando de Rogério Ceni
Bahia atinge maior série sem vitórias ao completar oito partidas consecutivas sem triunfo, recorde negativo desde a chegada do técnico Rogério Ceni ao clube tricolor.
Jejum de oito jogos supera marca anterior
A derrota de virada por 3 a 2 para o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, ampliou para oito confrontos o período sem vitórias do Esporte Clube Bahia em 2026. A sequência começou logo após o 2 a 1 sobre o Mirassol, pela 11ª rodada da Série A. Desde então, o time acumulou reveses diante de Flamengo (4 a 2), Remo (3 a 1 e 2 a 1, ambos pela Copa do Brasil), Cruzeiro (2 a 1) e Coritiba (3 a 2), além de empates contra Santos (2 a 2), São Paulo (2 a 2) e Grêmio (1 a 1).
Temporada marcada por eliminações precoces
O desempenho abaixo das expectativas não se restringe ao Campeonato Brasileiro. Antes do início da competição nacional, o Bahia foi eliminado na Pré-Libertadores pelo modesto O’Higgins e, depois, caiu para o Remo já na terceira fase da Copa do Brasil. Com calendário encurtado, o clube teve semanas livres para treino, mas não conseguiu transformar o tempo extra em resultados positivos.
Comparação com 2024 revela repetição do problema
Em 2024, o Tricolor também enfrentou um longo jejum: sete partidas sem vencer entre as rodadas 29 e 35 da Série A. Na ocasião, derrotas para Flamengo, Vasco, São Paulo, Juventude e Palmeiras, além de empates com Cruzeiro e Athletico-PR, só foram interrompidas na vitória sobre o Cuiabá por 2 a 1, na 36ª rodada.
Próximo desafio antes da pausa
Com 23 pontos e uma partida a menos – contra a Chapecoense, adiada para o segundo semestre –, o Bahia ocupa a oitava colocação. O time tenta reencontrar o caminho das vitórias diante do Botafogo, na Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileirão, último compromisso antes da paralisação para a Copa do Mundo. A importância do duelo é ressaltada por analistas do ge.globo.com, que apontam possível impacto direto na permanência de Rogério Ceni.
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Uma vitória pode devolver confiança ao elenco e aliviar a pressão exercida por torcedores, que têm realizado protestos frequentes no CT Evaristo de Macedo e nas redes sociais. Por outro lado, novo tropeço tende a intensificar a cobrança por mudanças no comando técnico ou no grupo de jogadores.
Para superar o jejum, Ceni aposta em ajustes defensivos e na recuperação física de peças-chave, como o atacante Everaldo e o meia Cauly. O treinador também avalia promover alterações táticas, buscando dar maior solidez ao setor de marcação e eficiência ao contra-ataque.
Resta saber se as correções serão suficientes para interromper a pior sequência da era Rogério Ceni e iniciar uma retomada no segundo turno da Série A.
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Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: Futebol Baiano
