A empresária Carolane, esposa do empresário Jailton Couto Ribeiro, conhecido como “Jau”, foi presa durante a Operação Khalas, deflagrada pela força-tarefa de combate à sonegação fiscal da Bahia. A ação aconteceu no último dia 21 de maio e teve desdobramentos em Feira de Santana.

O casal de empresários Jaú e Carolane
Segundo o Ministério Público da Bahia, ela é investigada por suposta participação na ocultação de patrimônio e atuação no núcleo financeiro de uma organização criminosa envolvida em fraudes no setor de combustíveis. Carolane já havia sido citada em investigações anteriores ligadas à Operação Primus, que também levou à prisão do empresário conhecido como “Jau da Lubrijau”.
As investigações apontam um esquema de sonegação fiscal que teria causado prejuízo de cerca de R$ 400 milhões em ICMS. De acordo com os órgãos responsáveis, mais de 111 milhões de litros de combustíveis teriam sido adulterados desde 2023.
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Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 263 mil em dinheiro, incluindo moedas estrangeiras. Também houve bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.
Conforme o MPBA, o grupo utilizava suposto pagamento de propina a servidores públicos para facilitar atividades ilegais. A investigação aponta que insumos químicos eram desviados para locais clandestinos conhecidos como “batedeiras”, onde os produtos eram misturados e revendidos como gasolina e diesel sem recolhimento de impostos.
Operação Khalas
As delações premiadas dos empresários Roberto Augusto Lemes da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, levaram o Ministério Público da Bahia a realizar a Operação Khalas, que resultou na prisão de três servidores públicos do estado suspeitos de envolvimento em um esquema criminoso de sonegação de impostos.
Conforme mostrou o Estadão, as fraudes teriam causado um prejuízo de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
Beto e Primo foram apontados como os principais elementos de um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC), que visava a lavagem de dinheiro por meio da cadeia produtiva de postos de combustíveis.
