Fux mantém presos pai e primo de Vorcaro após voto no STF, decisão que consolidou placar parcial de 2 a 0 na Segunda Turma pela conversão das prisões temporárias em preventivas e sem prazo de término.
Fux mantém presos pai e primo de Vorcaro após voto no STF
Placar parcial reforça entendimento pela prisão preventiva
Na sessão virtual suspensa da Segunda Turma, o ministro Luiz Fux acompanhou o relator André Mendonça e reforçou a manutenção das detenções de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O relator já havia votado um dia antes pela conversão das prisões, argumentando que a liberdade de ambos ofereceria risco à investigação e à aplicação da lei penal.
Pedido de vista interrompe julgamento
Apesar do avanço, o processo foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que dispõe de até 90 dias para devolver o caso ao colegiado. Ainda restam os votos de Nunes Marques, enquanto Dias Toffoli declarou impedimento. Mesmo com a suspensão, os demais ministros podem antecipar seus posicionamentos no plenário virtual.
Operação Compliance Zero: origem das prisões
Henrique e Felipe foram detidos em desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligadas ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. Henrique teria bancado A Turma — estrutura acusada de manipular pagamentos e captar dados sigilosos — com repasses mensais estimados em R$ 400 mil. Já Felipe é investigado por transferências societárias e movimentações que a PF considera lavagem de capitais.
Fundamentação dos ministros
No voto que abriu o placar, André Mendonça citou “fortes indícios” de participação dos investigados em organização criminosa com “impacto social relevante”. O relator mencionou ainda tentativas de ocultação de patrimônio, como a saída apressada de Felipe de uma residência em Trancoso antes de ação da PF. Para Mendonça, medidas cautelares alternativas não impediriam a possível obstrução probatória.
Próximos passos do processo
Com o pedido de vista, o STF deve retomar o julgamento após devolução do caso por Gilmar Mendes, prazo que pode se estender por até três meses. Até lá, as prisões preventivas seguem vigentes. Informações adicionais sobre o andamento poderão ser consultadas no portal do Supremo Tribunal Federal, que publica decisões e votos dos ministros.
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Crédito da imagem: Carlos Moura/SCO/STF
Fonte: Agência Brasil
